domingo, 19 de março de 2017

Pagando com alegria o preço da verdade!

Se doe falar, doe muito mais ouvir aquilo que não agrada. O homem é um covarde incorrigível, pois teme enfrentar certas situações com a força que a verdade concede e é nesse momento em que ele se torna um mentiroso. Mais do que mentir a outro, mentir para si é a própria auto negação. Mentir para alguém, para não machucar uma pessoa é algo terrível, mas esconder a verdade dela é bem pior, pois ao conhecer a verdade, mesmo que ela a nega, não deixará de ser atingido por ela. Ou se cura pela verdade ou se enforca por ela. Não há escapatória. O que pode trazer vida na verdade é o amor. Sem ele a verdade é fria couraça de justiça, é espada que pesará sobre aquele que com ela estiver em falta.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O Holodomor alemão na Primeira Guerra Mundial

Churchill, na altura da Primeira Guerra estava militando no Partido Liberal inglês, que como já contei, apesar de ser antibelicista, havia levado o mundo ao seu primeiro conflito global. A figura mais entusiasmada com a guerra em toda os círculos políticos ingleses era também o MP Winston Churchill. 

Em 1901 ele disse "A democracia é mais vingativado que os governos. As guerras dos povos são mais terríveis que as guerras dos reis." 

Em Janeiro de 1915, após o início da guerra, Churchill disse "Meu Deus! Isso é viver a história. Tudo o que estamos fazendo e dizendo é emocionante - será lido por milhares de gerações, pense nisso! Eis porque eu não sairia dessa guerra gloriosa e deliciosa por nada nesse mundo (olhos brilhando mas com uma leve ansiedade para evitar que a palavra "deliciosa" causasse em mim algum mal-estar" (texto do Diário de Margot Asquith).

A história mostrou a genialidade bestial desse inglês beberrão. Defendeu seu país e o seu império como poucos outros exemplos podemos ver, mas, independente das razões que fizeram com que ele fizesse isso, não podemos deixar de registrar também que Churchill levou a Inglaterra a perder, indiretamente, o seu império e o Ocidente perder a alma. 

Tamanha era a insensatez de Churchill que, após o fim da guerra, quando o tratado de Versalhes já estava assinado, o governo inglês levou a Alemanha a passar um verdadeiro Holocausto! O bloqueio da inanição de Churchill matou em 1915 88.235; em 1916, 121.114; 259,627 em 1917 e 293,760 pessoas em 1918.

Esse terrível crime de guerra foi feito impedindo a derrotada e humilhada Alemanha de obter alimentos. A Bélgica, motivadora da entrada inglesa no conflito e os Estados Unidos do presidente Wilson tentaram interceder em favor dos alemães mas sem sucesso. 

A insensatez política gerou a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. A fonte maior dessa loucura foi a Inglaterra. Ela quis ser mais europeia do que realmente é e levou o mundo aos seus mais terríveis dias.

Não se trata de santificar a Alemanha mas de mostrar o quão estúpido é o ser humano independente de sua nacionalidade e mostrar que mesmo figuras que são tomadas como exemplares tem também as suas manchas negras. Quantas mortes tem em suas costas, esses vultos históricos, que por sua ambição, soberba e ilusão diminuem seus países e sua própria História.

Qual o slogan do partido nazista ao assumir o poder? "Pão e liberdade", uma resposta ao que os ingleses fizeram com a Alemanha. O ex-presidente Hoover depois disse sobre o terrível Holocausto "As nações podem encarar as dificuldades da guerra de modo sereno. Mas, quando depõem suas armas e se rendem, sob a garantia de que terão comida para suas mulheres e crianças, e depois descobrem que o pior instrumento de ataque contra elas foi mantido - então o ódio nunca morre. "


Paixão segundo Mateus, O Haupt voll Blut und Wunden

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Greve da polícia no Espírito Santo: voltamos ao estado de barbárie

Eu não consigo ver nenhum paralelo com o que é o Brasil hoje, com nenhum outro momento da história desse país. São milhares de assassinatos por ano. Mata-se mais no Brasil do que na guerra civil da Síria. A vida no Brasil, já escrevi em outras partes, não vale nada. Mata-se por um tênis, por cinco reais ou por um bilhete único. Mata-se por qualquer coisa por que não se enxerga valor nenhum na vida humana,

A perspectiva política é a pior possível. Vivemos numa democracias de aparências, por que temos a falsa ideia de que realmente escolhemos o melhor candidato. As diferenças entre aqueles que disputam as vagas para os poderes executivo e legislativo são mínimas e os ladrões do erário público abundam em todas siglas. Todos os partidos estão comprometidos com esquemas sujos de poder. Nenhum partido defende de fato a família e os valores tradicionais.

Essa semana um dos estados mais esquecidos da grande mídia nacional, o Espírito Santo, está passando por essa crise que está sendo considerada a mais grave de toda a sua história. A polícia militar daquele estado, ilegalmente, está fazendo greve, deixando as ruas ao bel-prazer de todos os criminosos e aproveitadores.

No momento em que escrevo estas linhas já se contam 75 mortos naquele estado. Os vídeos gravados pela população e divulgados por meio das redes sociais, mostram o estado de completa selvageria, onde criminosos de toda a espécie estão saqueando o comércio, roubando, tudo aquilo que pode ser carregado. É um surto de total insensatez. 

Os pedidos e queixas das classes policiais militares capixabas são justas. Todos conhecemos o grau do risco que passam os agentes da lei daquele estado (de todas as unidades da federação, na verdade). Também sabemos que o momento pelo qual o país passa é o de uma crise econômica que há décadas não víamos. Os estados estão em estado falimentar. Não há condições para se requerer aumento nessas circunstâncias, todavia, se os policiais desejam pleitear melhores salários, eles tem todo direito constitucional para isso, exceto, fazer greve.

Todo corpo militar no Brasil, de acordo com o texto constitucional, não pode fazer greve (a Eliane Cantanhêde lembrou bem na Globonews: "Greve de militar tem outro nome. É motim. E é crime!). Deixar a população ao Deus-dará é um cúmulo da inconsequência e os agitadores e promotores desta rebelião precisam ser punidos na forma da lei.

E por falar em Globonews, registro aqui: a impressão que tenho é que a imprensa está minimizando o que está ocorrendo no Espírito Santo. Ou seja, estão ESCONDENDO e diminuindo os fatos, por que estes não agradam ao governo e à própria mídia, que há muito tempo DEFENDE o fim das polícias militares! Conspiração não é papo de ets, maçonaria e iluminati. Conspiração é o que o governo e a imprensa fazem com o povo!

Mas o que vamos esperar do país, afinal, os ladrões não estão só nas ruas de Vitória, Vila Velha e outras cidades do Espírito Santo. Os ladrões estão em cada câmara de vereador, prefeitura, assembleia e palácio desse país, sobretudo em BRASÍLIA, grande ninho dos ratos que corroem a nação.

O governo não tem condições morais de cobrar um conduta diferente. Se os policiais capixabas descumprem a lei, fazem inspirados pela completa certeza da impunidade e pelo total descrédito que tem no país, na lei e nas instituições. É preocupante o estado do Estado brasileiro! Do jeito que a coisa anda a união não durará mais uma década. A degradação dos liames que nos prendem está avançada. Ou seja faz uma verdadeira revolução no país ou ele acabará. Talvez seja melhor que ele acabe mesmo!


A Grande Degeneração, de Niall Ferguson



A DECADÊNCIA DO MUNDO OCIDENTAL


Niall Ferguson acerta em cheio ao entender que o dinamismo ocidental, capaz de fazer com que a Europa Cristã dominasse todo o mundo conhecido, hoje está em crise, em parte especial por causa da crescente interferência do estado nas relações sociais, onde o estado, com suas características de impessoalidade e burocracia, tem substituído a sociedade e as relações livres entre indivíduos. Ele acerta também no chamado para que saiamos dessa grande degeneração, do estado estacionário, como denominou Adam Smith ao indiretamente fazer referência à China dominada e decadente de sua época, sendo preciso reduzir o tamanho do estado, descentralizar o poder e ter mais sociedade e menos estado.