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Márcio França será reeleito governador de São Paulo

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Desde 2006, quando o também vice de Alckmin, Cláudio Lembo, na época no ainda PFL, assumiu o governo com a renúncia do titular que iria naquele ano disputar a presidência pela primeira vez, São Paulo não era governado por alguém que não fosse do PSDB. Mesmo assim, o pequeno período de Lembro à frente do executivo paulista foi inexpressivo, sendo marcado, negativamente, apenas pelas séries de ataques terroristas realizados pelo PCC.
Agora, em 2018, Alckmin novamente renuncia no fim de seu mandato para disputar a presidência da república, deixando no comando do estado bandeirante o seu vice, Márcio França, ex-prefeito de São Vicente, filiado ao PSB. 
As diferenças entre Lembo e França são muitas. A idade, o estilo, o partido e a disposição em querer permanecer no cargo, inexistente no primeiro e firme no segundo. 
Com a quebra da hegemonia tucana em São Paulo em vista, França já constrói amplo arco de apoios partidários, com siglas pequenas e médias, ainda com chances de atrair siglas …

A direita e o federalismo

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Lula está preso e não sabemos por quanto tempo ele ficará detido. Creio que mesmo que ele venha a sair da cadeia brevemente essa sua saída será temporária, por que ainda há vários outros processos em que ele é réu e deverá ser condenado. 
Porém, o grotesco espetáculo que ele protagonizou no último fim de semana mostra ainda que lhe resta alguma força política e muita força simbólica. Já afirmamos, ano passado, neste blog que caso ficasse livre e pudesse disputar a eleição, os brasileiros, fatalmente, acabariam elegendo o sapo de Garanhuns. É difícil falar de maneira hegemônica e reducionista, mas, a grosso modo, os nordestinos tendem a votar no assistencialismo. Além do eleitorado nordestino, Lula ainda tem muito voto em vários estratos e classes sociais. Seu governo não foi de ruptura política nem econômica. Se seguiu a risca a cartilha demagógica e populista de Getúlio Vargas, sendo considerado um novo "pai dos pobres" também é justo qualificá-lo como sendo a grande mãe d…

O excesso de candidaturas é sinal de vacuidade no poder

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Estamos no fim de março e até agora várias são as candidaturas postas à presidência da república, elenquemos elas:
1. Lula (ou Haddad/Jacques Wagner) - PT
2. Ciro Gomes - PDT
3. Marina Silva - Rede
4. Geraldo Alckmin - PSDB
5. Jair Bolsonaro - PSL
6. Álvaro Dias - PODEMOS
7. Fernando Collor - PTC
8. Michel Temer (ou Henrique Meirelles) - MDB
9. Rodrigo Maia - DEM
10. Flávio Rocha - PRB
11. João Amoedo - NOVO
12. Guilherme Boulos - PSOL
13. Manoela D'Ávila - PC do B
14. Paulo Rabello de Castro - PSC
15. José Maria Eymael - PSDC
16. Levy Fidelyx - PRTB
17. Valéria Monteiro - PMN
18. Cabo Daciolo - PEN/Patriota

Não estou colocando nessa lista os possíveis candidatos do PSTU e PCO, que sempre tem lançado nomes a essa disputa e também da possibilidade de algum nome do PSB, seja Joaquim Barbosa, seja Aldo Rebelo.
De todo modo, estamos falando em vinte candidatos. Uma disputa como essa não se vê desde 1989, quando também tivemos inúmeras candidaturas e um postulante que representava a elite mais coroca d…

É preciso destronar o PSDB

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No início do próximo mês de Abril, Geraldo Alckmin irá se descompatibilizar do cargo de governador do Estado de São Paulo (cargo que ocupou por quatro mandatos) para, assim como em 2006, disputar a presidência da República. Na época, quem ocupou seu lugar foi o vice Cláudio Lembo, do então PFL (hoje no PSD, de Gilberto Kassab). Lembo em sua curta passagem teve que enfrentar a maior crise das últimas décadas em nosso estado: a série de ataques criminosos perpetrados pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC. Reza a lenda, à boca miúda, que após esses atentados, o governo estadual fez um acordo de co-governança com as lideranças dessa quadrilha, o que explicaria a redução dos índices de criminalidade, tão alardeados por Alckmin.
Passados doze anos, quem ficará como governador entre Abril e Dezembro é o ex-prefeito de São Vicente, Márcio França. Homem de um só partido, ele é um dos caciques do Partido Socialista Brasileiro, o PSB, legenda que foi uma das que mais cresceu na última década,…

1930, o Brasil aceitou o terceiro-mundismo

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Em 1930, foi colocado fim na Primeira República, quando o dr. Júlio Prestes, eleito presidente foi impedido de assumir o cargo pelo golpe militar liderado por Getúlio Vargas.

A proposta peerrepista era modernizadora, uma modernização de tipo diferente daquela que queriam Getúlio e os tenentes (focado na ação do estado). O caminho do atraso que persiste até hoje.


Leaving the Table

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Feminismo, a nova principal bandeira do mundo moderno

Hoje, oito de março, é dia das mulheres. Sem sentido essa data, pois comemorar o fato de ser mulher é algo que também não faz sentido. Qual o mérito em ter nascido mulher? Se há mérito em ser mulher, não haverá mérito em ser homem? E havendo esse mérito, por que a masculinidade não tem o seu dia internacional de comemoração?
Independente desse tipo de discussão que é também inócua, hoje a TV e a internet estão repletas de problematizações sobre as mulheres, sobre o mundo feminino, sobre a violência contra as mulheres e sobre o feminismo. 
Quando fui colocar um título neste texto, a primeira expressão que me veio foi "Feminismo, a nova principal bandeira da esquerda", mas pensei que fazer referência aqui, exclusivamente, a esquerda seria um erro. A Rede Globo não é de esquerda. Ela é moderna. O ser moderno aqui é compreendido como alguns pensadores do século passado, da dita direita alternativa, extrema direita ou terceira posição viam, ou seja, como sinônimo de repulsa à tu…