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A embaralhada corrida eleitoral pelo Palácio dos Bandeirantes

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Publicamos neste blog no dia 25 de Agosto do ano passado uma análise sobre o cenário eleitoral Paulista naquela altura. Passados alguns meses, as indefinições permanecem.



Hoje, Geraldo Alckmin como presidente nacional do PSDB é a maior força política em nosso estado. A quem ele ungir como seu candidato ao governo será, muito provavelmente, eleito. As ligações dele com as prefeituras e de seu aliado muito dileto, o deputado Campos Machado, do PTB, são fortes agentes, com grande capilaridade, em todo o interior. Isso é fundamental em uma disputa desse tipo. A força da bancada de deputados estaduais e federais ligadas à Alckmin também é vigorosa e aumenta assim a sua capacidade de influenciar a política estadual.
Contudo, a política Paulista está a reboque da disputa presidencial. As candidaturas estão todas em compasso de espera, diante das indefinições em nível nacional. Se Alckmin quiser o apoio do PSB para sua campanha, certamente terá que apoiar Márcio França, seu atual vice-governa…

Luciano Huck, finalmente fora do páreo

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A comparação que alguns fazem entre a situação da eleição de 1989 com a de 2018 não tem, ao meu juízo, razão de ser feita. Pelo menos não no que consiste à postulação de animadores de auditório ao cargo de presidente. 29 anos atrás, quando Silvio Santos se animou para concorrer, instigado pelo PFL (hoje, Democratas, que, curiosamente, foi, junto com o PPS, um dos partidos principais a instigar a candidatura Huck) e chegou a lançar sua campanha, pela nanica legenda de aluguel, o PMB (Partido Municipalista Brasileiro) a situação era distinta, por que o ânimo da população com a disputa era maior, dado o rescaldo da recém findada ditadura militar e por ser a primeira eleição após mais de vinte anos de eleições indiretas e escolhas palacianas. Hoje, a população está inerte, cansada dos políticos e de eleições. Silvio Santos não tinha uma mesma consciência ideológica, como Huck desenvolveu. Sim, Luciano Huck não seria apenas o candidato da mídia, um simples fantoche, mas esperava ser um re…

Casa do Pai

A cada dia em que passo em casa, podendo ir à igreja e não indo, acabo me sentindo vazio, devedor.
Estando na igreja não me sinto no tribunal, mas em casa. A casa do Pai é lugar de amor. De juízo e correção, mas esse é o juízo que vem de um juiz que ama aquele que julga, diferente do magistrado terreno.
Ter essa alegria de estar sempre na casa de Deus é um dom, um privilégio imerecido.

Quem foi Thomas Merton?

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Quando trabalhei na biblioteca do Colégio das Filhas de São Camilo, Padre Luiz Tezza, eu li algumas orações de Thomas Merton. Merece ser lido.


Minha decepção com Olavo de Carvalho

Se um dia esse meu relato chegar aos olhos e ouvidos do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, acredito que a reação dele será, como foi com vários outros que, em algum momento, resolveram peitá-lo, tirar uma farinha com o velho: ser qualificado como alguém sem preparo, sem formação, incapaz de compreender o que ele diz e por fim um filho da puta, com direito a receber algum apelido jocoso, baseado no seu nome (qual viria a ser o meu apelido?).
Olavo já está na história intelectual do Brasil. Ele é o responsável por dar força ao movimento de resistência ao pensamento de esquerda neste país e por tirá-lo da fossa, desde a década de 1990. 
Responsável maior ainda por popularizar o conceito de conservadorismo no nosso meio e por diferenciá-lo, finalmente, do liberalismo. Ao colocar uma ênfase especial sobre o papel da religião na sociedade ele realocou a direita no eixo moral, retirando o debate do campo material-econômico, que a esquerda domina e, por isso mesmo, acabou arrastando os…

Viva a Rodésia!

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Here's the story of RhodesiaA land both fair and greatOn eleventh of NovemberAn independent stateThis was much against the wishesOf certain governmentsWhose leaders tried to break us downTo make us all repent[Chorus]But we're all RhodesiansAnd we'll fight through thick and thinWe'll keep our land a free landStop the enemy coming inWe'll keep them north of the Zambezi'Til that river's running dryThis mighty land will prosperFor Rhodesians never dieThey can send their men to murderAnd they can shout their words of hateBut the cost of keeping this land freeCan never be too greatFor our men and boys are fightingFor the things that they hold dearThat this land and all its peopleWill never disappearWe'll preserve this little nationFor our children's children tooFor once you're a RhodesianNo other land will doWe will stand tall in the sunshineWith the truth upon our sideAnd if we have to go aloneWe'll go alone with pride

Minha ideologia

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Um sonho é viver numa chácara longe do barulho da cidade. Longe das pessoas. Casas grandes, mas modestas. Família grande, mas sem exagero. Armas. Educação familiar. Ir à cidade para dar aula. Voltar e ir a igreja. Sem TV. Sem pessoas. Lá fora os campos, milharal, canavial, trigal, centeio, cevada, uva. Caminhonete. Sem exageros. Em torno só o espaço vazio. A morte e o desaparecimento. Passar e ser esquecido. Ser apenas uma pedra com um nome e duas datas, no meio do espaço vazio.