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Comentários sobre o filme "Doze horas até o amanhecer"

Doze horas até o amanhecer

Ano: 2006
Direção: Eric Eason
Elenco: Brendan Fraser, Yasiin Bey, Scott Glenn, Catalina Sandino Moreno, Matheus Nachtergaele, Alice Braga e Milhem Cortaz.
O filme foi rodado e se passa em São Paulo. Essa foi a principal razão que me levou a assistir esse filme, que descobri por acaso vendo um vídeo da cena de abertura, que passa um belo skyline de capital Paulista em um tom azul, ao cair da noite.
Atenção SPOILER!

A película narra a história de uma família desestruturada, onde Brendan Fraser é filho (e sócio) de Scott Glenn em um prostíbulo no Centro de São Paulo, que mantém ainda por cima uma relacionamento as escondidas com sua madrasta. Pai e filho resolvem encontrar um meio para resolver seus problemas financeiros mais imediatos traficando um maleta cheia de cocaína, em direção ao Porto de Santos, contudo, é aí que os problemas se tornam mais fortes: a "mula" (o entregador das drogas) era um nigeriano, que acaba morrendo com uma parada cardíaca…
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RESENHA: J.J. Veiga "Sombras de Reis Barbudos"

Diversos autores, ao longo da história, escreveram obras que tiveram como enfoque imediato a defesa da liberdade humana como valor fundamental e como princípio, que quando se faz ausente, mostra toda a sua necessidade para aqueles que passam a sofrer as privações advindas da tirania. José J. Veiga em "Sombras de Reis Barbudos" nos vem dar uma excelente demonstração de como a vida humana pode se tornar trágica em um ambiente onde a liberdade passa a ser constrangida.
Ambientada em alguma cidade do interior durante o período do Regime Militar, embora no livro não sejam citados nem o nome real da cidade (na ficção é Taitara) nem mesmo uma referência expressa sobre o período 1964-1985, podemos, no entanto, entender que a história se encaixa perfeitamente nesse contexto.
Lucas, um menino é o principal personagem e o narrador da história. Tudo ocorre quando uma grande firma chega na cidadezinha, trazida pela tio do garoto. Pela narração vemos o tipo do sujeito que saiu do rincão …

Professores

Não me recordo ao certo em que ano isso aconteceu. Sei que foi na linha 1, azul, creio. Não lembro também se foi na época em que estava na faculdade. A julgar pela conjunção dos fatos é provável. Contudo, não estaria surpreso se isso tivesse ocorrido antes. Nunca decidi me tornar professor. Isso é uma vocação. É a predisposição para falar, para explicar, para mostrar os fatos. Quando estava na escola sempre me dei melhor com geografia, em razão dos professores dessa matéria serem, normalmente, mais legais e interessantes do que os de história. O perfil dos meus professores de história, na escola, sempre foi muito sisudo, fechado, um pouco arrogante mesmo. Tirando a professora da quinta série, que na verdade era bem dinâmica e gostava de despertar a nossa imaginação, nos provocando viagens imaginárias ao Egito ou à Grécia, todos os demais não se destacavam para mim pelo seu carisma, tampouco pela maneira voluntariosa com que ensinavam. No ensino médio tive professores que quase nada e…

Equações sentimentais

Em um diálogo, dias desses com um amigo, estava falando sobre uma teoria que desenvolvi, com base na experiência própria, a respeito do cálculo do amor. Terminar um relacionamento é sempre algo muito complexo e circunstancial. Depende de uma série de fatores. Como se deu o rompimento, por que razões, se foi amistoso ou não, se se foi a parte ofendida ou não, se esse relacionamento envolveu amor real ou simples paixão e outros tantos elementos. Sou da opinião que um amor não pode ser jamais apagado. Diria que ele é como uma tatuagem, que uma vez feita, dificilmente poderá ser removida sem que deixe marcas e cicatrizes, mas hoje já existem meios, usando lasers, de se remover uma tatuagem sem deixar uma só marca profunda. Se fosse possível encontrar uma forma de se esquecer um amor e removê-lo, definitivamente, do coração, eu estarei muito feliz, mas não faria hoje grandes esforços para me submeter a este "tratamento". A alternativa não é buscar substituir o amor por outro sentime…

Memórias docentes

Certa vez, dava eu aula em uma determinada escola estadual. Esse colégio desfrutava de uma considerável fama positiva na região, como sendo uma escola muito rígida, onde imperavam certos padrões que hoje caíram em desuso na maior parte da rede estadual de ensino, como o uso de uniforme, fazer fila na hora da entrada, cantar o hino nacional ou rezar a oração do Pai Nosso. Centros de educação pública onde isso ainda ocorre não são a regra, mas completa exceção. Dar aula em escola onde, pretensamente, impera um certo modelo tradicional, amarrado aos moldes da educação do passado, as vezes é bem mais difícil do que lecionar em colégios mais flexíveis, onde a direção da escola costuma fazer vistas grossas para todas essas tradições e dar mais liberdade para que o professor, dentro das quatro paredes que fazem uma sala de aula, tenha mais liberdade para dar da maneira que lhe aprouver.  Tive essa experiência. Escolas públicas onde o tipo de aluno médio presente é o pobre com ares de classe mé…

Perspectivas eleitorais para o Governo de São Paulo

Mais do que a eleição para a presidência da República, o que me preocupa é saber quem haverá de ser o próximo governador do Estado de São Paulo. 2018 será uma eleição marcante e tem tudo para trazer um divisor de águas na política estadual, pois ao que tudo indica, nenhum nome "histórico" do PSDB deve disputar o posto: nem Serra, nem Aloysio Nunes.
Para entender esse jogo é preciso esperar, pois muita coisa está indefinida. Por exemplo, não creio que João Dória não disputará a presidência da República. No meu entender ele já está com a campanha nas ruas do Brasil, como também estão fazendo Lula, Bolsonaro, Ciro e Alckmin. Se o prefeito disputasse o governo do estado, creio que seria imbatível e levaria no primeiro turno.
Do ninho tucano qualquer arranjo pode sair. Hoje se fala que Alckmin tem a perspectiva de querer emplacar um nome novo, como fez com Dória ano passado. Esses nomes seriam do secretário de saúde, doutor David Uip e o recém filiado ao PSDB, o cientista políti…

Quem será o próximo presidente do Brasil?

Há mais de um ano para as próximas eleições e tudo o que nós podemos fazer são conjecturas. Quais serão os candidatos à presidência do Bananão? Quais serão os nomes dos partidos políticos? Qual o sistema eleitoral? Haverão coligações? Tudo daqui em diante pode mudar.
Há, contudo, algumas perspectivas. Vários analistas tem apontado que uma tendência do eleitorado seria buscar um nome que oferecesse segurança institucional e estabilidade. O nome dos sonhos para esse pessoal seria Geraldo Alckmin. Nada menos empolgante pode existir do que um governo do senhor Picolé de Chuchu. Mentira, tem sim. Imaginem uma palestra do Eduardo Suplicy sobre a renda básica de cidadania. Isso sim é chato pra caramba, mas voltemos a 2018.
Se o eleitorado está realmente querendo fugir das radicalizações políticas, por que raios os dois candidatos que hoje ocupam a dianteira em todas as pesquisas, são candidatos radicais, Lula e Bolsonaro?
Lula tem feito um discurso para agradar um amplo espectro de esquerda…