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domingo, 8 de fevereiro de 2026

A longa permanência militar.

Existem alguns cenários que são permanentes na história política do Brasil. O patrimonialismo, como estudou Raymundo Faoro, é um deles. Outro fato permanente dessa história é a influência da casta militar, por vezes nas sombras, por vezes na superfície da política. 

Um dos grandes nomes da ação militar sobre a sociedade e a política, o general Golbery do Couto e Silva, afirmou que "O Brasil é um país condenado à grandeza". O emprego da palavra "condenado" é corretíssima. Este é um país condenado, tal como é alguém que tem gigantismo ou elefantíase. Até agora esse paciente não pode ser curado dessa enfermidade. 

O general Oswaldo Muniz Oliva, Paulista de Santos, é pai do ex-senador e atual presidente do BNDES, Aloízio Mercadante. Seria muito curioso saber das discussões intelectuais, se é que elas haviam, entre o general e seu filho petista. Li que o general Oliva chegou a ser conselheiro militar do Lula. O livro não faz nenhuma crítica ao petismo. Nenhuma. E foi publicado em 2002, quando esse partido estava próximo de chegar à presidência da república pela primeira vez. Porém, todos já conheciam o poder destrutivo do PT, por suas gestões em prefeituras, como São Paulo, com a paraibana retirante Luiza Erundina e no governo do Rio Grande do Sul, com o indefectível Olívio Dutra.



Na análise geopolítica histórica da América Portuguesa, o general Oliva aponta para a relevância da bacia do Prata, como um enfoque que o Brasil precisou ter, para que não perdesse ascensão sobre essa região, considerando a influência dos demais países que tem esse país como sustento da sua vocação de poder, cito a Argentina, Uruguai e, menos, o Paraguai. Aqui a história completa nos oferece uma informação melhor: não é o Brasil um país da bacia do Prata, mas, São Paulo, pois desde o período dos Bandeirantes nós buscamos um intercâmbio com o vice-reino do Rio da Prata. Não era algo cabível falar em Brasil naquela altura. São Paulo existia e era reconhecido como um estado de per-si. O Brasil não. A ideia de um Brasil na bacia do Prata só faz sentido pós II reinado. Vejo que o problema da Cisplatina se deve também a isso, no fundo. O fim do bandeirismo fez com que as relações lusoamericanas com o Prata perdessem força. Lusoamericanas, leia-se Paulistas. Eram os Paulistas que tinham um excelente trato com os espanhóis e criollos. Se a América Portuguesa pretende se integrar ao Prata de verdade, precisa conceder autonomia para que São Paulo conduza soberanamente esse processo. Todas as bacias hidrográficas induzem à separação do Brasil. O general Oliva concordaria comigo. Os rios não permitem a integração regional, antes estabelecem divisas.

Essa longa permanência da influência politica dos militares poderia ser rastreada mais longe, mas, prefiro situá-la na Guerra do Paraguai. Este conflito foi a causa da verdadeira ruína do II Império. Sem a guerra, os militares não teriam obtido proeminência e destaque. E não teriam se irmanado com negros nas trincheiras. O sentimento de irmandade entre estes não teria se formado. Essa irmandade é um verdadeiro patriotismo de irmãos de arma. Sem esse cenário sentimental, a escravidão teria persistido mais ou os fazendeiros teriam tido mais forças para brigar pela manutenção do sistema escravista. O modelo econômico -- atrasado, aliás -- poderia ter persistido. Só São Paulo estava melhor preparado para enfrentar a necessidade de um novo modelo econômico, assentado na imigração e no trabalho assalariado, pois assim já vinha começando a fazer, considerando suas necessidades de mão de obra, frente à expansão da lavoura do café. A providência leva São Paulo sempre na vanguarda da transformação social. 

"Muitos fazendeiros, revoltados, expulsaram-nos das fazendas, Outros buscaram mantê-los pelo teto e pela comida. Outros pagaram-lhes algum salário como concessão. Na verdade, a maioria dos fazendeiros não estava preparada para a situação nova, tanto econômica quanto psicologicamente, à exceção da maioria dos fazendeiros paulistas, que, por seu governo, contratara italianos para a lavoura e já se acostumara com o pagamento da mão-de-obra rural." (pp.37)

Com a república, puderam os militares ocupar a presidência da república em várias ocasiões. A república, é preciso relembrar, nasceu como um golpe e uma ditadura militar. 1889, um golpe dado por Deodoro da Fonseca derrubou o decrépito imperador Bragança. Pós Deodoro, foi consolidada a república pelo alagoano Floriano Peixoto, o "marechal de ferro". Os militares, porém, sabem que apesar de serem uma constante no poder, ora ocupando ele diretamente por meio de cargos políticos, ora atuando nos bastidores, precisavam fornecer uma aparência de democracia, como o ocidente civilizado faz questão de cobrar do mundo. Foi a presidência passada aos fazendeiros, a elite econômica, que contou com a anuência dos militares para estar no poder. No fim, quem tem as armas nas mãos e tem o poder sobre a vida e a morte detém todo o poder possível, caso queira empregá-lo. Todos os demais poderes, econômico, midiático, judiciário, burocrático, é uma concessão da força bruta controlada. 

O estado brasileiro, especialmente, durante os períodos de ditadura, mas, é evidente, não só neles, soube operar psicologicamente, sobre a população por meio da comunicação de massas. Foi durante a ditadura de Vargas, com o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda e com a televisão durante da ditadura militar que o estado fabricou os elementos básicos da identidade brasileira, a chamada brasilidade. O samba, o futebol, a cachaça, a mulata, a miscigenação, a integração nacional, a queima das bandeiras, a obrigação de símbolos nacionais de forma sistemática, não natural ou orgânica. O que intelectuais civis e militares pensaram sobre a formação e construção da identidade nacional brasileira, o estado executou com excelência. A ideia de unidade nacional, eu considero, é a suprema razão de ser das forças armadas brasileiras. 

Este livro do general Oliva é muito bom. No que se propõe a tratar de análise e propostas é factível e realista. Só não é realista ao ignorar o PT na história. Livro publicado em 2002, cita no final a Rodésia como possível parceiro internacional do Brasil. Talvez seja um apanhado de coisas escritas ao longo de sua carreira. Talvez seja só confusão. Não saberemos a resposta. Mas, ignorar o petismo tem explicação. Esse seria o primeiro general do petismo ou tivemos outros que eu ainda não conheci? Bom, relembremos que exista quem diga que o Lula é uma cria do Golbery para queimar o Brizola. Me parece que o Brizola cria nisso, mesmo que tenha sido vice na chapa do sapo barbudo, em 1998.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A humilhação da Globo é sempre uma eterna alegria!

É sabido que no Brasil uma das questões que todo cidadão médio concorda, tenha ele a inclinação política que for, é que a Rede Globo de Televisão é uma organização criminosa. 

Entre aqueles um pouco mais esclarecidos essa consciência é ainda mais clara, por mais que não seja sempre externalizada. 

Não posso falar tanto. Não sou grande espectador dessa emissora. Assisto a um pouco do jornalismo da casa, de forma esporádica. Mais a primeira edição do SPTV e o Jornal da Globo e o Hoje. Os diários matutinos e o Jornal Nacional não estão no meu menu diário. Da teledramaturgia e a linha de shows da Vênus Platinada também tenho orgulho em afirmar com toda a verdade que não assisto, não vejo, não sei o que se passa. Se uma novela da Globo promove o homossexualismo, a pederastia, a traição, o ódio, a bruxaria ou qualquer outra coisa, isso não me afeta diretamente. Sei que a Globo promove tudo isso, mas sei indiretamente. Não preciso me expôr a tamanho toxidade todos os dias para saber disso.

Jair Bolsonaro hoje esteve na bancada do Jornal Nacional, sendo entrevistado como candidato à presidência da república. É totalmente conhecida a completa repulsa que o deputado Bolsonaro tem em todas as redações dos meios de comunicação nesse país. O seu estilo direto, franco, aberto, popularesco, que fala olho no olho com o cidadão comum é um ultraje para a classe jornalística, na maior parte composta de elementos de classe média, que saíram da pobreza ou vem de famílias igualmente de classe média e que tem por hábito colocar um sujeito comum como sendo uma pessoa desqualificada, despreparada, indigna de ter a sua opinião levada a séria. Na cabeça dessa turma, levar um Bolsonaro a sério é colocar em pé de igualdade consigo àquele parente que teve pouco estudo, um vizinho da infância que falava de boca cheia, peidava na sua frente ou de um colega de escola que não conseguiu avançar em direção à faculdade e que vive sua vidinha simples, preocupado com os resultados do futebol e que domingo a noite, antes de deitar para o início de mais uma semana de labor, gosta de dar risadas vendo as câmeras escondidas do Silvio Santos. Em parte, a ojeriza da imprensa é uma repulsa às próprias memórias afetivas da infância de muitos jornalistas.

Outra possibilidade para explicar o asco que a imprensa tem do candidato do PSL à presidência se deve ao fato dele ser um exemplo vivo de como é possível viver fora dos holofotes do jornalismo televisivo. Bolsonaro só é o fenômeno que é hoje graças a internet. Sem ela, não teria conseguido obter o mesmo sucesso que tem hoje. Um sujeito muito mais capaz e mais preparado para as funções da administração pública, como foi o saudoso doutor Enéas Ferreira Carneiro não teve a chance de chegar a presidência por que dispunha apenas de escassos segundos de propaganda eleitoral na TV. Se tivesse tido a chance de viver nos anos 2010, Enéas seria o grande fenômeno e o que vemos Bolsonaro fazer, colocando jornalistas de todos os veículos no bolso, dia após dia, seria ainda mais estrondoso e assustador. Querem um exemplo? Assistam no Youtube a clássica entrevista do doutor Enéas no Roda Viva, em 1994. Aquilo é um total massacre de um único sujeito frente ao tribunal da inquisição da imprensa. Rodeado de nomes famosos da imprensa, como Fernando Mitre, Clóvis Rossi, José Paulo Kupfer e Heródoto Barbeiro, simplesmente Enéas não deixa espaço para uma única virgula faltante, nenhuma ideia mal articulada, nenhuma resposta dada sem clareza. Vejam isso e tentem imaginar como seria se ele tivesse o Youtube a possibilidade de fazer streamings diários, publicar tweets e encaminhar newsleters. Nessa hipótese absurda, Enéas seria o verdadeiro mito e Bolsonaro só um histriônico deputado.

A Globo consegue ser ainda mais detestável do que qualquer outra emissora, sobretudo pela vida absolutamente maculada do senhor Roberto Marinho, que engordou seus cofres durante a ditadura militar prestando o serviço médico geral de anestesiar milhões de mentes. A Globo infringiu leis, roubou. Com o apoio dos militares. Não é totalmente surpreendente imaginar o porque Bolsonaro devota tanto respeito à figura do senhor Roberto Marinho, a quem citou, entusiasticamente, em sabatina na Globonews e hoje novamente no Jornal Nacional. Marinho, que negava suas origens africanas, passando pó de arroz na cara até seus últimos dias, contudo não abria mão de uma "macumbinha". Programas da Globo, em especial sua teledramaturgia, sempre foram as maiores promotoras do espiritismo e das crenças mágicas afrobrasileiras, como a Umbanda e o Candomblé. A bruxaria é promovida para donas de casa às 19 horas simplesmente por que o dono da emissora era um serva dessas práticas religiosas e crente delas e, portanto, o seu principal promotor público. Bolsonaro, como cristão, deveria parar de exaltar essa figura (mesmo que avise que, assim como quase todo mundo, saiba que a Globo é puro veneno e que irá cortar verbas publicitárias estatais se for vencedor do pleito de outubro -- esperamos que ele cumpra essa promessa!) até por que, dadas as ligações de Marinhos com o Regime Militar e a idolatria que os seguidores do candidato capitão do exército tem também com a milicada, muitos já estão quase querendo que o dono da Globo saiu do mundo mortos e retorne para colocar ordem em sua criação, que teria se rebelado e se tornado um antro de comunistas (como se a Globo não fosse, desde a sua criação, um covil de membros do partidão).

Em se tratando da Globo, vê-la humilhada é sempre uma alegria!

*Texto não revisado*

terça-feira, 31 de julho de 2018

Bolsonaro no Roda Viva: a astúcia frente ao medíocre

A seletividade da imprensa é notória. Ela tem os seus interesses muito claros, sejam aqueles interesses dos patrões, sejam os das redações. Já não é de hoje eu penso que os interesses desses últimos tem sobressaído.

A cobertura política do Brasil favorece amplamente certos elementos e certos partidos. Exemplo claro é o espaço que o PSOL e representantes dessa legenda acabam por ocupar, inversamente proporcional à relevância que esta pequena legenda de esquerda tem. O mesmo se observa à Rede Sustentabilidade, partido-movimento ancorado em Marina Silva.

Fora esses dois casos ainda se deve destacar que há algum consenso, as vezes meio a fórceps, de que os melhores partidos para o Brasil são mesmo o PT e o PSDB. Gilmar Mendes, ministro do STF também acha e compartilhou esse pensamento em sua Twitter. O PT e o PSDB representariam o que ainda existe de moderno na política, enquanto os partidos pós-modernos ainda não obtém viabilidade eleitoral. A encarnação do mau se dá no MDB, no Centrão e nas bancadas ruralista e evangélica. 

O consenso social-democrata está formado no Brasil desde a redemocratização, mas ele está cansado e não sou roube, por enquanto, se renovar. PT e PSDB ocuparam o poder num consórcio desde 1994, interrompido, de jure, duas vezes, pelos governos interinos de Itamar Franco e agora de Michel Temer. Na política já há hoje mais vozes céticas em relação à social-democracia brasileira do que a vinte anos.

No meio acadêmico, porém, nada mudou. Talvez tenha mudado para pior. O domínio da esquerda é inconteste em todas as áreas. As perseguições do estamento universitário progressista aos dissidentes é enorme: falam de colegas, negam orientações em mestrado e doutorado, vetam bolsas e verbas de pesquisa, tudo isso para manter o status quo de esquerda dominante no meio universitário. Não tenho notado grande avanço e resistência nesse campo.

Na mídia tradicional, como já começamos a tratar no início desses escritos, há alguma mudança, em razão da pressão que a internet tem feito e da concorrência que ela representa para a imprensa tradicional. A mídia oficial perdeu a sua exclusividade na produção de conteúdos e hoje um Youtuber pode ter mais influência do que um comentarista do Jornal da Globo.

É na internet que encontramos resistência ao modelo progressista de sociedade. Alguma resistência. Desorganizada e descentralizada. Se no www temos muitas vozes, muitos influenciadores, não há um que seja o absoluto categórico que domine absolutamente esse meio. A voz mais importante no combate teórico à esquerda no Brasil é o jornalista Olavo de Carvalho e sobre já nos referimos aqui em outros textos. Olavo coleciona amores e desafetos. Há uma torcida organizada a seu favor e outra contra, mas negar a sua relevância no atual momento de transição e de geração que passa o Brasil é mentir.

Na política aquele que com mais relevância irá repercutir as vozes da internet é Jair Messias Bolsonaro. Goste-se dele ou não, foi a durante um bom tempo o único parlamentar assumidamente de direita em Brasília (seja lá que cazzo de direita isso represente). Apanhou e apanha até hoje de todos os lados, mas parece ser como massa de bolo: quanto mais se bate, mais ele cresce. Cansou de ser entrevistado em programas boçais, como o Superpop de Luciana Gimenez ou a arapuca do finado CQC. Seus debates-entrevistas com travestis e atores pornôs, além de outras sub-celebridades na Redetv! são clássicos e lhe deram cancha de como lidar com uma malta de jornalistas raivosos sempre dispostos não a questioná-lo mas a confina-lo num canto e o espremer como se faz com uma barata e um sapato de bico-fino.

Bolsonaro não foi figurinha carimbada, em todos esses anos em que é um fenômeno dissidente na internet, na imprensa tradicional. Na Globonews ele nunca teve o espaço que deputados de esquerda (como Maurício Rands, Chico Alencar, Miro Teixeira, Alessandro Molon e o senador Randolfe Rodrigues) sempre tiveram ao seu dispor, como arautos do mais puro republicanismo. As primeiras entrevistas aos dois mais relevantes programas semanais de política da TV aberta só aconteceram nesse ano: no Canal Livre da Band e no Roda Viva, da TV Cultura, no dia de ontem.

Quem não assistiu essas entrevistas precisa vê-las não para discutir o candidato em si, mas para analisar e observar, com um olhar quase etnográfico, o comportamento dos experimentados jornalistas que ali estavam sabatinando Bolsonaro. O deputado que já esperava um comportamento agressivo e rancoroso se deparou com aquilo para o que já estava preparado, temas como a ditadura militar, racismo, homofobia, misoginia, enfim, aquilo que interessa ao mundinho histórico e social que só existe na cabeça de membros da imprensa, das artes e da academia. São as taras e fetiches que povoam as mentes dessas pessoas, que, não tem sua luxúria com pés, chicotes, tapas, xingamentos, posições ou acessórios, mas com a dívida histórica com a população negra, o genocídio de homossexuais ou a violência policial. Tanto as taras sexuais clássicas quanto essas são doentias. 

A astúcia do Bolsonaro não precisava ser muita, diante do quadro horrendo de sodomia moral dos inquiridores. A mediocridade da imprensa a faz pensar que com ataques já velhos a tudo aquilo que o candidato sempre defendeu e que até agora só o fez angariar um séquito fiel e disposto a seguir ele até o fim, o fará agora marchar para trás, aprisionando-o ao baixo clero eterno da câmara dos deputados. Isso não vai acontecer. O eleitor quer um Messias que o guie, que o conduza, que o leve a um novo jardim de delícias. Esse condutor precisa ser forte, valente, aguerrido. Bolsonaro encarna o que povo quer e o que as elites não podem ofertar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Será que eu exijo muito da TV ?

Continuando a saga anti-TV, como alguém pode pensar.

Nesta semana esta "caixa-falante" como diziam os que tiveram contato com ela nas primícias, voltou a ter um mega assunto para ocupar 60% de sua grade de horários, o julgamento do "Caso Isabella Nardoni".

Desde as 6h00 já se começa o dia com Nardoni na cabeça. É Nardoni na Record, SBT, Globo, Band e outros que tenham programação jornalística e até mesmo não jornalística. Um porre de Nardoni e de explicações de especialistas.

Eu faço uma pergunta: Porque me interessa me aprofundar nas minúcias de um crime como esse ? Vou ser eu algum dia em minha vida um perito criminal ? No máximo um delegado de polícia, como quer a minha mãe, e mesmo assim pouco tem a ver com tudo aquilo que se poderia supostamente aprender em uma mega cobertura de um julgamento, ou mesmo antes no período de investigações.

Gozado é ver como as pessoas comuns ficam vidradas na TV quando esse tipo de programação passa, a maioria tem uma verdadeira raiva, se pudessem queimariam com os ohos os réus. Datena, Sônia Abraão, Silvia Poppovic  e outros parecem passar também em seus olhos um certo ar de empolgação com a apresentação dos fatos, e claro, também pelas audiências, que costumam se elevar consideravelmente nesses casos.

Agora uma coisa você pode ter certeza: se vierem me perguntar se os pais são culpados ou inocentes eu vou lhe responder friamente: não sei e não me interessa saber. Interessa sim aos envolvidos, aos familiares, peritos, policiais e tantos outros que se empenharam para poder saber quem é de fato o verdadeiro responsável pela morte da guria.

Eu não exijo da Tv aquilo que ela não pode dar. Mas o problema é que o telespectador já está muito saturado de tanta tralha, que não serve para quase nada, nem mesmo para dar umas risadas com piadinhas velhacas da "Praça é nossa" ou as bobagens do "Ratinho''.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TV Cultura (Via @lusosp)

Pensamente desenvolvido no Twitter,agrupado e ampliado aqui.

Já estou de saco cheio do Roda viva. Lá só sabem entrevistar eco-chato e outros do tipo que em nada acrescentam para as pessoas. (Hoje tem mais um ecologista, pra variar)

E tem mais, 80% do entrevistadores são fracos comunistas.(Pura verdade, além de serem comunistas, são fracos questionadores, não sabem elaborar duas perguntas minimamente decentes)

Culpa daquele senhor que é o atual presidente o tal Markun. Não sei quem que falou que ele sabe o que é fazer jornalismo decente.(Nada pessoal, mas o cargo de apresentador do Roda viva era o melhor que ele podia desempenhar - claro porque pouco se fala nesta função)

E não ninguém melhor para dizer bem ou mal da programação do que nós telespectadores. #fato

Aliás eu não afirmo de forma nenhuma que a imprensa é comprada (comunista). Ela apenas acredita em coisas das quais eu não concordo.

Não só eu, mas 70% da população do mundo. Que devido as altas taxas de alienação em vigência atualmente não conseguem ver além do seu nariz.

Algumas gerações já vem alienadas da barrigas de suas mães. Despertar para a verdade se fez um questão de vida ou escravidão.

@RFKA O Markun é pura politicagem do PSDB. Infelizmente. Existe muito Tucano bom, mas quem manda ainda é a turminha de 1968.     

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Programação religiosa. Mais um dilema midiático

Quem tem TV ou pelo menos ouve rádio pode ter noção da quantidade de programação religiosa.

Muitos são os exemplos. RR Soares, Silas Malafaia, a Igreja Universal e seus inúmeros pastores além de Valdomiro Santiago, um dos mais chamativos desta nova onda.

Aqui em São Paulo capital o SBT é a única emissora que não transmite nenhum programa religioso. A Globo passa missa do Padre Marcelo (aliás com o perdão devido, aquilo é missa?). A Record todo mundo já conhece; a Redetv! é uma verdadeira festa. Aos finais de semana a coisa piora por lá, sábado depois da 1h00 passa programação da “Igreja” Bola de Neve, de manhã programação da Assembleia de Deus, primeiro ministério do Belém, depois Silas Malafaia e Morris Cerrulo e seus R$ 900 mangos (não sou contra, desde que seja de coração, isto é problema de cada um),de segunda a sexta na faixa das 17h00 R.R.Soares ocupa este espaço e também na Band ele está presente a partir das 21h00.

Esta semana Guilherme Stoliar, diretor de rede do SBT (manda muito para quem não sabia) foi a Brasília reclamar com o ministro Hélio Costa das Comunicações sobre a terceirização de horários para Sociedades religiosas. O SBT vem perdendo afiliadas porque estas resolvem alugar seus espaços a Igrejas.

Acho gozado que não vejo muita gente reclamar do programa “Domingo legal” que passa uma brincadeira que consiste em mostrar belas mulheres em trajes de banho plenamente ao 12h00 ou ainda a recém lançadas “PEGADINHAS PICANTES” com seios fartíssimos a mostra e closes ginecológicos; também não vejo quem reclame dos filmes pornográficos da madrugada de sábado na Band.

Levar a palavra de Deus, exemplos de superação e de boas obras não pode? Mas pornografia e satanismo escancarado é lei?É o fim do mundo mesmo.

Jornalismo da TV Record boicota São Paulo.

A TV Record tem 5 telejornais diários que passam em São Paulo capital:“SP no ar”,”Fala Brasil”,”Record notícias”,”SP Record” e o “Jornal da Record”, isso ainda sem contar o “Hoje em dia” programa que alterna entretenimento com jornalismo.

Mais de 5 horas diárias de jornalismo e nenhum espaço diário reservado ao interesse não policial do povo Paulista e sobretudo o Paulistano.

Me recordo que antigamente quando eu era pequeno (anos 1990) a TV era recheada de programas que cansavam de abordar a cidade seus dilemas, suas belezas e sua gente, a TV Cultura tinha muito (ainda resta alguma coisa, o último bom programa da emissora foi o “Planeta cidade” apresentado por César Giobbi. Depois disso quase nada). A TV Gazeta e a Band também e o mesmo a elas se aplica do que escrevi sobre a TV Cultura. Além disso tinha ainda o Canal 21 que tinha o ótimo programa “Circular”, que se passava dentro de ônibus em movimento pela cidade sempre com um ótimo entrevistado.

Hoje pouco resta na Band, na Redetv!, Cultura, Gazeta, SBT, Globo e na Record nada resta.

Incrível como toda a notícia que a emissora divulga sobre São Paulo tem sempre os seguintes temas: violência, violência, economia brasileira, lei antifumo, violência, Trânsito, enchente, violência mais 214 vezes. 

Notícias sobre a cultura Paulista nada. Peça de teatro, um bom ato de um morador, notícias do legislativo Paulista e Paulistano “Isto non ecziste.”.

A Record e seu dono carioca desprezam São Paulo. Assim como boa parte dos Brasileiros só querem São Paulo para sugar nossas riquezas e nossa pujança.

Mesquinharia.

Separatismo é o caminho.

Grosser Gott wir loben Dich