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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Curtas

 Sejamos francos e realistas, a vida na grande metrópole não pode ser democrática, pois, considerando o império do número e do volume, não se pode esperar democracia real. Eleições não significam democracia. Na cidade de São Paulo com mais de dez milhões de moradores não pode haver democracia, pois por seu gigantismo e dinâmica da vida, não pode haver participação do indivíduo nas decisões do estado. A única coisa popular em grandes metrópoles e que realmente é fruto das decisões individuais é o comércio, o mercado. A única manifestação de democracia na metrópole está contida no desditoso livre mercado.

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Populismo: o que começa em fúria termina em fadiga.

Não causaria nenhum espanto que após tanta grita e conflito entre o populismo bolsonarista e o populismo petista um novo governo aparecesse, com um sujeito anêmico, tísico, esquálido, cinza, sem sal e açúcar, que não entusiasmasse, antes passasse desapercebido da opinião pública. Um Eduardo Leite ou um Zema. 

Até que não é má ideia passar um lustro de tédio.

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Leio notícia de que os antigos proprietários da Tok & Stok (não confunda com Tik Tok) compraram a Mobly, que, atualmente, era a controladora da própria Tok & Stok. 

O varejo passa por uma crise gigantesca. 

A margem de lucro dos supermercados, por exemplo, gira em torno de 1,5%, ao ano. Baixíssima. É ramo de risco, ainda que todos dependam dos mercados. 

No ramo de bazar a coisa vai pior ainda. Com a internet se mostrando mais e mais confiável como local para se fazer compras, magazines e lojas de departamento servem mais como mostruário ou como local onde se compra algo quando se está com muita pressa e não se pode esperar o que foi comprado pela internet ser entregue. 

Essa mudança na maneira de se comprar as coisas tem afetado a paisagem urbana. 

Regiões de comércio cada vez mais se veem dominadas por placas de aluga-se. Esse é o grande empreendedor da vez. Andando no Centro de São Paulo o que mais se vê são estabelecimentos comerciais fechados e para alugar. As regiões centrais precisarão ser reinventadas, sobretudo restaurando o império das moradias e o comércio de dia a dia: padarias, vendas, farmácias, quitandas, cabeleireiros, tinturarias, avícolas, etc.

Yakov Chernikhov. "Architectural Fictions," 1933.

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Eu estou convencido que a população mundial do século XXI é obesa e tem outras tantas novas doenças por que estamos sendo envenenados com comida geneticamente modificada, planejada para criar doenças ou mutações genéticas que moldem um homem novo. Um velho italiano que morreu nos anos 1950 passou a vida comendo macarrão todo dia e nunca teve problema com glutem. Bebíamos leite gordo (A ou B) todo dia e não tínhamos intolerância à lactose. Não existia uma epidemia de autistas ou pessoas com Tdah. O que era borderline? 

E, digo mais, não me consta que essa galera que se acha fitness seja mais saudável do que os velhos e velhas do carteado na praça. Podem fazer muito exercício e acharem que comem saudável, mas, se enganam. Não confio nessas coisas que se dizem orgânicas. Pra mim é tudo enganação para uma seita de fanáticos veganos comunistas. Querem comer coisas naturais? Saiam das cidades grandes, voltem para o campo e plantem suas hortas e criem suas galinhas caipiras, com ovos de gemas super amarelas. Ai começamos a conversar.

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Sempre desconfiei.

Em algum momento fui levemente simpático à Igreja Presbiteriana do Brasil.

Se fui, não sou mais.

Hoje tenho mais simpatia por todas as demais igrejas históricas: luteranos, anglicanos, morávios, metodistas, salvacionistas, batistas e tais.

Apesar de crer que ideia da soberania absoluta divina, nisso incluindo a questão da predestinação das almas eleitas para a salvação, tal como eles calvinistas presbiterianos dizem crer, vejo a Igreja Presbiteriana como uma denominação que não procura manter um diálogo aberto com as demais denominações. Como dão muita ênfase ao estudo teológico, numa época de grande vaidade intelectual onde não é cult ser pentecostal, acabam atraindo evangélicos de outros ramos pelos encantos e vaidades da retórica. Azar o daqueles que se deixam atrair por esse falso brilho (como aqueles que procuram o catolicismo pelo esplendor litúrgico ou arquitetônico, ou os que procuram as igrejas ortodoxas pelo tom soturno de seus rituais). 

O calvinismo é sinônimo de presbiterianismo. Não sou calvinista. 

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Diário da quarentena

Feita a exceção ao uso praticamente indiscriminado de máscaras e de algum receio mais ou menos generalizado sobre a peste chinesa, a nossa quarentena já foi pras cucuias faz muitos tempo. Mesmo assim, a sensação ainda é de que vários de nossos antigos padrões não devem ser restaurados. O medo de uma vacina feita em cima da hora, nas coxas, envolta em várias disputas políticas (vide agora a espionagem russa sobre diversos países que estão desenvolvendo vacinas para o corona) ajudam muito a colocar mais desconfiança em toda a picada que vier nos traseiros nos próximos meses.

Já se fala em não voltar às aulas presenciais nesse ano. As igrejas, cinemas e teatros para funcionarem enquanto o cenário atual se manter, terão que ter no máximo 1/4 de capacidade, por causa das regras de higiene e distanciamento. Eu sei, muitos não ligam para o vírus. Dizem até que é uma arma biológica. Não duvido que realmente possa ser, mas, isso pra mim não importa. Importa que não se morra. Já, já o Brasil vai passar 2 milhões de infectados. E o que vemos na imprensa e entre as pessoas é o puro alarmismo da Globo ou a desconfiança geral na pandemia do outro. Onde está a verdade do meio do caminho?

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

homo hedonicus

A música de massa dos dias de hoje é ruim e fala basicamente de sexo e procura de parceiros amorosos, apenas por que boa parte do entendimento das pessoas a respeito do que é a existência se baseia na ideia do ato sexual e das paixões carnais. Não há mais transcendência.

Nesse sentido, dane-se a estética da melodia, da harmonia e do ritmo, elementos basilares da música. Nada mais vale. O ritmo virou a noção de "batida" e se a música manda "socar até o chão" as pessoas socarão, se a "batida" for boa e o ambiente envolto em carnalidades.

Não pensem que o que estou fazendo aqui, neste momento, é uma crítica de teor moral. Não. É apenas uma análise factual. O fato é que a sociedade sem os freios religiosos e morais faz com que os instintos animalescos do homem aflorem.

O darwinismo nos mostra que o instinto mais primário de toda espécie é a sua reprodução. Logo, o homem, como todos os animais é um ser sexual e voltado à busca dos prazeres. Sem a religião institucionalizada e a moralidade o coito e todo o tipo de prazer carnal se tornam o máximo

Não há nada além do gozar e viver a vida loucamente com todos os prazeres que ela pode fornecer. Sem moral o homem está entregue apenas à mais ordinária das trepadas. O céu do homem contemporâneo é aqui e é encontrado quando do zênite do intercurso genital.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Grande comentário sobre o atual estado do brasileiro II

Um dos males da Internet é dar poder de ação aos covardes. Diante de algo que o desagrada, o covarde veste sua armadura fake e parte pra luta: xinga o seu inimigo em mensagem inbox. Satisfeito, volta a se entorpecer no Xvideos.

Grande comentário sobre o atual estado do brasileiro I

Acho um tanto triste que o vocabulário máximo de elogio dos brasileiros de hoje seja "foda" ou "do caralho", porque obviamente há algumas coisas no mundo que esses elogios não alcançam. Também paramos de acreditar na existência de pessoas más, e só acreditamos em "babacas"; "O Mal" não existe, mas a babaquice sim (no máximo, acima do babaca acreditamos na existência de "filhos da puta"). Mas trocar a crença na existência da luta entre Bem e Mal pela da luta entre coisas do caralho versus babacas e filhos da puta - acho triste. É muita perda da visão da grandeza do mundo.

Alexandre Soares Silva

O turismo.

Qualquer governante que pensasse em fazer sua cidade, estado ou este país chamado de Brasil prosperar economicamente deveria pensar em turis...