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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tem que ser verde nestes casos

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Eu não sou nenhum eco-chato e tenho cá minhas muitas dúvidas e ceticismos acerca das teorias de aquecimento global e tudo mais, entretanto não se pode negar o lamentável papel que desempenha a poluição em grandes aglomerados urbanos como a região metropolitana de São Paulo, vide a péssima qualidade do ar que vem sendo registrada nos últimos dias na capital bandeirante. É nesses casos que temos que defender com unhas e dentes ideias verdes e sustentáveis, como redutores melhores para os escapamentos sobretudo de ônibus e caminhões e também não deixar jamais de investir em metrô, um transporte público de massa que não polui e na relação custo benefício ainda é barato.

Se no Brasil tivéssemos um sistema federalista verdadeiramente federalista, com os recursos de São Paulo aplicados aqui mesmo já teríamos mais de 200 km de metrô construídos há bastante tempo, mas parece que gostamos de empurrar com a barriga esta situação. Enquanto isso, soframos mais e mais com a bendita secura do ar paulistano.

sábado, 17 de julho de 2010

Fotos do mês

Mais uma vez estive presente ao desfile em memória da gloriosa Revolução Constitucionalista de 1932 no Parque do Ibirapuera em São Paulo.

Tirei várias fotos, mas duas em especial são dignas neste momento de serem apresentadas:
1º - Soldado veterano

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2º - Encontro com o deputado federal Paes de Lira
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Não se trata certamente de um político como outros que nós temos por aí em nossos parlamentos, temos na figura do deputado Paes de Lira a presença de um verdadeiro defensor das leis e dos interesses verdadeiramente populares. Foto com os amigos do MRSP.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Urbano e não urbano

No último dia 18 de junho eu completei vinte anos de idade, talvez bem vividos, ou não, até hoje nunca parei para fazer uma reflexão deste tipo, mas nestas minhas duas décadas de vida eu sempre senti certa atração pelos costumes e pela graça metropolitana, atração que talvez se justifique por sempre ter morado na cidade de São Paulo, e em especial no extremo sul da mesma.

Entretanto, não posso negar que tive e ainda tenho uma certa queda pelas paisagens rurais. Jamais esquecerei uma imagem que vi, certa vez há uns sete anos atrás quando passei em uma estrada deserta que ficava exatamente no meio de uma plantação de girassóis, lá pelas bandas que levam ao oeste do Estado Bandeirante, região de Itapetininga, Capão Bonito et al. Vivo, esperançoso e divino são os adjetivos que posso classificar aquilo, e algo que só posso ver longe da cidade grande, logo ela que também tanto me agrada.

Gostaria de não ter de abdicar na prática das duas faces.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Andar a noite em São Paulo é um teste

Quando eu saio da faculdade por volta das 23h00 eu passo por uma série de lugares repletos de pessoas de feições no mínimo inconfiáveis. Mendigos, prostitutas, homossexuais, drogados, bêbados e outros tantos dessa mesma espécie.
Não é a coisa mais bela de se observar. Definitivamente.

Não fui acostumado até hoje e presenciar tão atemorizantes situações. Penso eu que elas servem como exemplo para que nos apeguemos e tenhamos mais temor a Deus.

Andar a noite pelos "centros" de São Paulo é sem nenhuma dúvida um teste.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Jornalismo da TV Record boicota São Paulo.

A TV Record tem 5 telejornais diários que passam em São Paulo capital:“SP no ar”,”Fala Brasil”,”Record notícias”,”SP Record” e o “Jornal da Record”, isso ainda sem contar o “Hoje em dia” programa que alterna entretenimento com jornalismo.

Mais de 5 horas diárias de jornalismo e nenhum espaço diário reservado ao interesse não policial do povo Paulista e sobretudo o Paulistano.

Me recordo que antigamente quando eu era pequeno (anos 1990) a TV era recheada de programas que cansavam de abordar a cidade seus dilemas, suas belezas e sua gente, a TV Cultura tinha muito (ainda resta alguma coisa, o último bom programa da emissora foi o “Planeta cidade” apresentado por César Giobbi. Depois disso quase nada). A TV Gazeta e a Band também e o mesmo a elas se aplica do que escrevi sobre a TV Cultura. Além disso tinha ainda o Canal 21 que tinha o ótimo programa “Circular”, que se passava dentro de ônibus em movimento pela cidade sempre com um ótimo entrevistado.

Hoje pouco resta na Band, na Redetv!, Cultura, Gazeta, SBT, Globo e na Record nada resta.

Incrível como toda a notícia que a emissora divulga sobre São Paulo tem sempre os seguintes temas: violência, violência, economia brasileira, lei antifumo, violência, Trânsito, enchente, violência mais 214 vezes. 

Notícias sobre a cultura Paulista nada. Peça de teatro, um bom ato de um morador, notícias do legislativo Paulista e Paulistano “Isto non ecziste.”.

A Record e seu dono carioca desprezam São Paulo. Assim como boa parte dos Brasileiros só querem São Paulo para sugar nossas riquezas e nossa pujança.

Mesquinharia.

Separatismo é o caminho.

A gorda da Santa Cruz

Outro dia eu peguei o ônibus no metrô Santa Cruz para ir até Santo Amaro, isso em uma segunda-feira, lá prás 8h da noite. Felizmente esperei poucos minutos até que ele chegasse à Santa Cruz e partisse rumo à Santo Amarro. O fato curioso daquela viagem, motivador deste pequeno relato será explicado a partir de agora.

Como faço de costume, sempre que posso procuro sentar nos bancos que ficam no fundo do coletivo, pois estes, em alguns modelos, são mais espaçosos e arejados, e nesta noite como era um dos primeiros  da pequena fila que se fez paralela ao ponto, tinha então eu a chance de escolher em que lugar do ônibus sentar. Sentei no fundo; ao lado da janela direita; com uma bruta fome; pouco tempo antes de partir ao seu destino, uma senhora “bastante cheinha” sentou na mesma fileira de bancos que me encontrava, ficando entre eu e ela somente um assento.

Ora, não esperava eu ir da Santa Cruz à Santo Amaro sozinho no ônibus, é claro que alguém ia sentar próximo de mim, ou até mesmo (o que tinha mais chance de acontecer) de ir alguém ao meu lado, até aí tudo na Santa Paz de Deus, entretanto esta gorda tinha consigo uma enorme vontade de provocar a azia alheia, estomacal e psicológica.

O primeiro feito da rechonchuda madame a me incomodar foi o de tirar de uma sacola plástica comum de supermercado uma generosa porção de yakissoba, que pelo odor exalado ardia em shoyu, me deixando em situação de por os bofes para fora. Juro. Não sei como uma pessoa consegue comer tal alimento dentro de um ônibus, recheados pelos ventos pouco poluídos da Avenida Ibirapuera, ainda se fosse um salgadinho, uma bolacha, biscoito de polvilho ou algo do gênero, que desfrute de sequidão intrínseca. Detalhe importante e enriquecedor da história: ela não comeu o bendito yakissoba; mexeu, mexeu e comer que é bom nada.

Se não bastasse a desagradável situação provocada pela iguaria típica da Terra do Sol Nascente, já adotada pelos tradicionais contemporâneos Paulistanos, a gorda após degustação mental por ela realizada, saca de sua bolsa (um modelo típico de R$ 19.90 de lojas de Largo 13, Lapa ou São Miguel Paulista, daquele tipo “Lua Luana”) um celular, desses modernos Made in China, de marca barbante, que dispõe de TV embutida. Porque essa dona tinha que ter uma tralha dessas? Preciso dizer para qual finalidade aquele telefone multiuso foi usado? Claro foi usado para irritar a mim e a mais um casal que estava na outra extremidade da fileira.

A mulher me tira de dentro do aparelho uma anteninha e começa a assistir na Band a “Escolinha do Magal” ou qualquer coisa que o valha, qualidade discutível ou não da programação não importa, o que importava era poder ver a programação da TV, algo que não foi possível, pois a TV tinha chuvisco.

Me deu vontade de dizer: "o gorda, vai comer yakissoba com sua tevezinha lá pro meio do inferno”, mas sou um rapaz bastante compreensivo e educado. Permaneci calado.

No primeiro ponto da Vereador José Diniz ela desceu, espero que pelo menos ela não tenha desperdiçado o tal yakissoba, seria o mínimo que ela podia fazer a humanidade naquela noite. Cacete! Pagou R$ 7,00 pela bagaça, atormentou uns pobres manés no ônibus…-Ô gorda, vê se não aporrinha mais essa noite.

Saudades dos supermercados noventinos.

Me recordo que desde pequenino um dos lugares que mais gostava de ir eram os supermercados; tradição esta que conservo até os dias de hoje, além da vontade de ser dono de um no futuro.

Nunca gostei de shoppings-centers, como a grande maioria de meus contemporâneos gostam, não consigo definir claramente porque, acho que a amplitude dos corredores, o excesso de gente extremamente fútil, o que nos supermercados, mesmo entre os hipers ou os mais elitistas é diminuído sensivelmente.

Mas hoje cada vez mais as pequenas e médias redes de supermercados estão desaparecendo. Sé e Reimberg são dos que sumiram,que mais marcaram a minha infância.

O Reimberg, rede de médio porte da Zona Sul Paulistana (a minha querida Zona Sul, onde nasci e moro até o presente) foi, acho que em 1998 ou 1999, adquirida pelo Pão-de-Açúcar e transformado em Barateiro. Existiam Reimberg’s em Embú Guaçú, Jardim São Bernardo, Grajaú, Vila São José, Piraporinha, na Avenida Sabará, além do grande Reimberg do Casa Grande, que se comparado com qualquer Wal-Mart da vida é armazém, mas para a família Reimberg e seus clientes eram o maior que existia, além do melhor.

Não coincidentemente outro mercado que sumiu, que também foi incorporado pelo grupo Pão-de-Açúcar foi o Sé. Agora não sei precisar se era o Sé ou o Barateiro (mais uma rede comprada pelo Pão de Açúcar que depois de alguns anos, mudou o nome para Compre Bem, se porventura você está na capital Bandeirante ou arredores, deve ter um aí por perto da sua casa) foi começado por uma família de Japoneses, que vendiam já seus produtos nas feiras de ruas convencionais.

A unidade do Sé da qual tenho mais recordações era a de uma pequena  unidade que existia em Santo Amaro, de esquina, atrás do pronto-socorro municipal e e do teatro Paulo Eiró. Esta loja foi construída no final dos anos 1990 e durou (creio eu,se estiver errado alguém que me corrija) pouco menos de dez anos, mudando, após a sua venda, a bandeira para Compre-Bem (memore que as pequenas lojas do Sé viraram Compre-bem e as grandes lojas Extra ou Pão-de-Açúcar, variando de acordo com a região da cidade) e por volta de 2006 fechou de vez, virando Igreja Universal do Reino de Deus (que também não vingou) e hoje o prédio foi demolido e está sendo construído no local alguns edifícios de luxo, devido a super-valorização dos arredores da avenida Adolfo Pinheiro (que já foi Adolpho) por causa da ampliação da linha 5 do metrô.

Ia com meu pai lá, com certa frequência, depois que mudei para os arredores de Santo Amaro, dizia ele (meu pai) que tinha carnes de ótima qualidade no Sé. Não afirmo nem duvido, pois não como carne, mas facto é facto, que aquele mercado era um brinco, isso era.

Não se pode dizer que os serviços oferecidos actualmente nos supermercados Paulistas são inferiores aos de dez anos atrás. Os problemas de falta de variedades de marcas e outras praticidades para quem não é grande consumidor e para quem não vai de carro continuam a existir como existiam na época dos finados mercados.

Isso somente me leva cada vez mais a acreditar que nós vivemos o que temos de viver e que cada coisa, sendo as mais doces, singelas ou tristes acontecem com razão e motivos bem definidos, ou seja para provocar a vida através dos sentimentos advindos da saudade, despertando o sentido e os questionamentos de seu verdadeiro papel na existência.

Espero que no futuro outros supermercados sumam, para que esta reflexão apareça na cabeça de novas pessoas.

Em memória:Sé, Reimberg, Tulha, Coper leve, Peralta, Apoio, Barateiro e outros que não conheci.
Para a memória futura: Futurama, Pastorinho, Mambo, Sonda, Bergamini e o meu futuro supermercado.

Grosser Gott wir loben Dich