Mostrando postagens com marcador separatismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador separatismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de março de 2024

Novos estados na Federação Brasileira: alguns são necessários outros gerarão perigosos reflexos.

“A dimensão dramática da diferença é demonstrada no fato de que no início do século XIX a colônia espanhola dividia-se administrativamente em quatro vice-reinados, quatro capitanias gerais e 13 que no meio do século se tinham transformado em 17 países independentes. Em contraste, as 18 capitanias gerais da colônia portuguesa, existentes em 1820 (excluída a Cisplatina), formavam, já em 1825, vencida a Confederação do Equador, um único país independente”.

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial; Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, RelumeDumará, 1996. 

"Se o Brasil não se esfacelou 'para fora' (forças centrífugas) ele fragmenta-se 'para dentro' (forças centrípetas)." <Herbert Toledo Martins, sociólogo>

Tirando São Paulo e os estados das regiões Norte e Nordeste, penso que realmente faria muito bem para o país que novos estados fossem criados, no Sudeste e no Sul. Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro podem ser desmembrados. Isso aproximaria o povo das regiões desmembrados dos centros decisórios, dos centros de poder. Melhoraria a qualidade da representação legislativa por meio da descentralização. Mesmo o pequeno estado fluminense deve ser dividido em dois, surgindo o Estado de Itatiaia, na divisa com São Paulo e Minas Gerais e capital em Barra Mansa. 

Entendo que hoje as regiões Nordeste e Norte, pelo número de estados existentes e pelas regras atuais de representação federal, já são super representados, ao contrários de estados como São Paulo ou Rio Grande do Sul, que são sub representados no legislativo federal. A criação de novos estados no Sudeste e no Sul minimizaria essa discrepância. Se novos estados forem criados no Norte ou Nordeste, a discrepância aumenta. 

Deve ser feito o registro: a criação de estados e territórios na região norte foi profícua durante o período do Regime Militar, pois era uma manobra de obter mais representação para a sua legenda, a ARENA, no congresso. Não obstante ainda cite-se que os estados da região norte são vazios demográficos, ao contrário de outras regiões do país. 

O ESTADO DE ITATIAIA 

A criação do Estado de Itatiaia seria um enorme ganho para São Paulo. A sua existência ajudaria e enfraquecer e muito a relevância do atual Estado do Rio de Janeiro, nos aspectos da representação política e peso político que essa unidade da federação possui. Seria também um estado tampão entre o Rio de Janeiro e seu caótico cenário de absolutamente degeneração moral e social e de violência. Itatiaia seria uma barreira para São Paulo, ao mesmo tempo que aproximaria essa região de uma maior influência Paulista, pois cidades como Resende, Paraty e Barra Mansa estão próximas do Vale do Paraíba Paulista, recebendo a nossa influência econômica, social e política. 

Além disso, o que não é pouco, a brasilidade, esse conceito fajuto forjado pelos lacaios intelectuais de nossas elites políticas centralizadoras, tem o seu centro entre o eixo do Rio de Janeiro e da Bahia. O novo Estado de Itatiaia ajudaria a minar o soft power ideológico e cultural carioca. É arrancar uma perna da brasilidade e ajudar a destruir essa ideologia, que alguns tem por identidade nacional brasileira. 


MOVIMENTO PELA CRIAÇÃO DO ESTADO DE TAPAJÓS

O último movimento tratando da criação de um novo estado no Brasil foi ainda no ano de 2023, sobre o Estado de Tapajós, que seria desmembrado do Pará. Contaria com 8 deputados federais, 24 estaduais e três senadores. Composto por 23 municípios. Mais burocracia e gastos estaduais? Mas estes gastos já não existem hoje? Não vejo porque necessariamente os gastos devem aumentar. Não é uma condição sine qua non. É antes uma oportunidade para o nascimento de um novo estado, que permita uma melhor representação dos cidadãos, aproximação do centro estadual de poder, descentralização e a chance de um novo estado começar com ideias administrativas novas, contemporâneas, com a austeridade fiscal como pilar e o incentivo ao desenvolvimento econômico. A população e as lideranças dos municípios que comporiam o Estado de Tapajós alegam o que nós, separatistas, alegamos: trabalham, pagam impostos e são abandonados pelo poder público central, em Belém, que se esquece, deliberadamente, da região. 

No caso do plesbicito pelo Tapajós, o projeto de lei coloca que toda a população paraense é interessada e deve votar. Entendo isso como um enorme equívoco. Os únicos chamados a votar deveriam ser os eleitores dos municípios que irão compor o novo estado. Não tem sentido que um povo que não compõe o meu povo seja chamado a discutir uma questão "interna" aos tapajoenses. 

Em 2011, na Câmara dos Deputados, haviam projetos propondo a criação destes novos estados e territórios federais. Ao contrário dos novos estados, os territórios, estes sim, por definição e realidade, já nascem absolutamente dependentes do erário público federal (mantido pela arrecadação de todos os demais estados). A criação de novos territórios não faz nenhum sentido, mas de novos estados sim. 

Fica também uma pergunta: a população de Tocantins, que virou um estado com a Constituição de 1988, se separando de Goiás, formando hoje um próspero e rico estado, baseado no florescente agronegócio, teria se arrependido da secessão? A resposta é evidente. Ninguém quer dar um passo atrás.

Esse argumento é fortíssimo. Quem se separa não olha para trás. País que se separou não quer voltar da condição não soberana de onde partiu. Igualmente, um território que se emancipa e passa a ser um estado membro autônomo não vai querer perder a sua autonomia. Não há motivo que justifique movimento em contrário. A secessão é uma marcha irrefreável.

ESTRATÉGIA EMANCIPACIONISTA

Alguns passos são fundamentais para o sucesso de uma empreitada emancipacionista, no Brasil de hoje. Cito algumas.

1. Ter um discurso duplo articulado e espalhado. Para a região que vai se emancipar, mostrando todas as vantagens da autonomia e para a região que ficará mostrar que eles estão se livrando de um peso, de um fardo pesado que carregam nas costas. A questão aqui não passa pela verdade objetiva da situação, mas pela criação de narrativas capazes de conduzir a opinião pública para os lados que são desejados. Os separatistas sendo à favor porque querem ter mais liberdades e autonomia e os separados também ficando a favor, mas, para poderem se verem livres de um fardo que carregam.

2. Esse discurso precisa estar fortemente alinhado com a classe político das duas regiões e com a imprensa, que deve fazer reportagens a favor da emancipação, mostrando as vantagens dela para ambos os lados. O empresariado precisa ser convencido a usar o seu lobby em favor da emancipação. Promessas de isenções fiscais inseridas na nova constituição estadual que surgirá, favorecendo seus ramos de atividades e favorecendo o comércio. Instigar, com isso, a rivalidade entre o empresariado de ambas regiões, da emancipacionista e da emancipadora.

3. Ressaltar as profundas diferenças regionais, mesmo que elas sejam sutis, para fomentar um processo identitário é essencial. Talvez boa parte do insucesso dos movimentos pela criação de novos estados esteja no fato de que as populações não se enxerguem como diferentes. A separação de irmãos é doida, portanto, para ter sucesso nessa operação é preciso que o sentimento de irmandade seja arrefecido e que a cizânia e a rivalidade entre as duas regiões se acirre. A ênfase fica maior em defesa da emancipação quando não há identificação histórica e cultural como um mesmo povo.

4. A classe política realmente é a mais interessada direta no processo. Todo estado precisa de políticos. Eles vão ter mais espaço de atuação com a emancipação dos novos estados. Por isso, ter uma coesão entre a classe política é fundamental para o sucesso dessa empreita. Diferenças ideológicas entre esquerda e direita devem ser totalmente ignoradas para o êxito da secessão.

Como referencial de pesquisa deixo o link para o seguinte artigo:
https://docs.ufpr.br/~adilar/GEOPOLÍTICA2019/federação%20e%20divisão%20territorial%20no%20Brasil/Divisão%20territorial/Criação%20de%20novos%20estados.pdf

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Por que não sou um Integralista

"Eu sou integralista, que é a principal interpretação brasileira da Teoria Política de 3ª Posição. O integralismo é resumido na tríade “Deus, Pátria e Família”. Todo aquele que crê nisso e luta por isso já é integralista, ainda que não queira ou ainda que não saiba." 

(Eduardo Fauzi)

No início da formação de minha identidade política estava a oposição ao petismo, que não época era encarnada na figura radical da senhora prefeita Marta Suplicy. Meus pais eram malufistas e por essa razão meu anti-petismo era tão figadal. Marta era um demônio loiro e grotesco para mim.

Sempre gostei de história e de geografia. Tinha livros didáticos antigos em casa, da década de 80, e que enfatizam o Integralismo, como o nazismo à brasileira. Isso me despertou fortemente a atenção. Era um período em que não tinha acesso à internet. O que eu quisesse saber deveria buscar como fonte de informação nos professores e em poucos livros que eu tinha acesso.

Dessa ênfase que encontrei no Integralismo descrito ali naquele livro acabei por me identificar parcialmente com aquele movimento, embora, já com meus quatorze anos eu já fosse também separatista. Já identificava claramente que São Paulo deveria ser um país. 

O Fauzi, que talvez seja o Integralista mais corajoso vivo no século XXI, escreveu um livro, publicado na internet, que se chama "Metafísica da Terceira Posição". É um testamento político de um homem que foi exilado político da República Federativa do Brasil em pleno regime democrático, suposto, pelo menos, regime democrático. 

Creio na presença da ideia de Deus, Pátria e Família na política, mas minha pátria não é o Brasil unido, pelo qual nutro absoluto desprezo, como ente político e simbólico. O Brasil como país simboliza valores que aqueles que se dizem de terceira posição também desprezam. Não é um país de ordem, de seriedade, de cristianismo forte, de hierarquia, de tradição. É um país de carnaval, de mistura, de bagunça, de desordem. Minha pátria única é São Paulo, por ela sou integralmente nacionalista e patriota. Não como ser integralista brasileiro sendo ciente da inviabilidade intrínseca do Brasil como país. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Resposta ao chanceler Ernesto Araújo

Resposta minha a esse texto do sr. chanceler: "Querer grandeza"


A interpretação nacionalista da história do Brasil é um erro do começo ao fim. O historiador paulista Alfredo Ellis Júnior, deputado constituinte em 1934 e filho do senador Alfredo Ellis, muito bem já disse (cito de cabeça) que "Não existe a história do Brasil. O que existe é a soma de capítulos de histórias regionais". Entender o Brasil como império e, por consequência, plurinacional, seria o correto. Não consigo compreender como pessoas de tão elevado gabarito intelectual, que, quero crer, devem ter lido a maior parte dos ensaios que ajudaram a formar a mentalidade unionista de nossas classes letradas, ainda assim permanecem a ver o Brasil como uma nação. O conceito de nação não serve ao Brasil e traçar políticas públicas tendo por base a concepção de que somos uma só nação e um só povo é equivocado! O Brasil está mais para Austria-Hungria do que para França. É Rússia tropical, não Portugal nos trópicos. Todo o fracasso do empreendimento civilizacional no Brasil não é culpa de uma esquerda marxista, antes de uma mentalidade centralista e unionista de nossas elites, muito em especial, as do nordeste e, sobretudo, do Rio de Janeiro. Ou se acaba com o governo federal ou ele acabará com os indivíduos. Confederação ou secessão!

Livro de Alfredo Ellis Júnior, historiador paulista quatrocentão (por lado materno), fundador da cátedra de História da USP e separatista paulista declarado

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Separatismo e Forças Armadas no Brasil

Um dilema. Pois é, a análise política que fazemos normalmente não é baseada unicamente na razão simples, no puro pensamento abstrato ou então na lógica, mas está muito permeada por sentimentos e por irracionalidade que não é explicada. Ainda nesse sentido, as classificações político-ideológicas ordinárias não podem fazer nenhuma referência verdadeira à realidade. Basear toda a política no critério de esquerda e direita é a coisa mais falha possível! Consulte ao Homer Simpson ou ao Peter Griffin que se diz direitista se ele não acha que o estado deve promover saúde, educação, segurança e transporte de qualidade, ou ainda se o governo não deve controlar propaganda de tabaco, álcool ou publicidade infantil ou controlar a venda de drogas e o aborto. De igual forma, inverta ao polo e vá ao auto identificado esquerdista e pergunte se ele não crê que se deva abaixar os impostos, reforçar políticas de segurança pública, ou ter penas mais duras para crimes graves. Estão vendo a confusão e como as coisas se misturam muito?

Ponto, nesse sentido para os movimentos políticos autoritários da primeira metade do século XX que não se identificavam nem com a esquerda e nem com a direita. Isso os dava a liberdade necessária para poderem empreender medidas práticas que reforçassem o seu poder e atendessem à demandas nacionais. O fascismo italiano, o nacional socialismo na Alemanha, o estado novo de Salazar em Portugal, o Franquismo na Espanha e por ai vai. A terceira posição derrotada pela força das armas provou estar a frente em matéria de pragmatismo político. E, por favor, saiam dessa neura de querer qualificar os movimentos de terceira posição ou terceira via como sendo de esquerda ou de direita apenas para com isso desqualificar os seus oponentes. Isso é ridículo e irreal.

Dito isso, falo do meu dilema, de minha incongruência. Sou um admirador das artes e das virtudes militares. O papel das classes militares ainda não foi devidamente compreendido fora do mundo do estudos internos da caserna. Alguém da Escola Superior de Guerra tem real dimensão do poder simbólico e prático dos militares, mas a extensa maioria dos cientistas sociais da academia e da mídia simplesmente desconhecem esse poder e trabalham sobre eventos históricos isolados ou, o que é muito mais comum, com seus preconceitos sobre o mundo militar. Eu tenho o mínimo de compreensão sobre o papel civilizador da guerra e o que os militares tem de poder real, que é quase todo o poder, muito maior do que o econômico ou o político.

Sei também ler com linearidade o que são as Forças Armadas na história do Brasil: o maior instrumento de promoção da brasilidade e a maior defensora da integridade do território brasileiro. Defender a integridade do território nacional é a missão número um de Marinha, Exército e Aeronáutica. Em nome dessa integridade toda a força deve ser dispensada. Em nome dessa integridade nada deve permanecer no caminho. O regime militar tinha no combate ao comunismo apenas um verniz aplicado sobre a antiga doutrina da integridade e soberania do território nacional. Não preocupava verdadeiramente a liberdade mas só a integridade do país. 

O discurso que pode ser chamado de soberanista tem obtido força na segunda década dos anos 2000. A ascensão de líderes auto identificados na esquerda e na direita em parte está explicada pela defesa da soberania nacional contra o fenômeno da globalização. Vimos isso de Hugo Chavez até Donald Trump. Não digo que isso esteja errado. O ataque às soberanias nacionais é um projeto muito bem articulado pelos grandes magnatas internacionais, os donos do poder econômico e investidores do caos em várias partes do mundo, que tem o objetivo de colocar os governos nacionais unicamente ao seu serviço. Eu também defendo a soberania nacional, mas como encará-la quando tratamos de um país que, embora seja formalmente soberano não constitui uma nação, sendo antes um país plurinacional?

Esse é o caso do Brasil. A República Federativa do Brasil não é uma nação. O processo histórico que temos passado desdo o Império vem, justamente, no sentido de se construir um senso de brasilidade. Se é preciso que um governo seja o arquiteto de uma nacionalidade então não temos uma nação, mas pessoas que se identificam de maneira forçada com um governo e com uma estrutura político-jurídica, um estado soberano. 

Esse é o problema pelo qual todo nacionalismo no Brasil sempre deve ser encarado puramente como chacota e macaquice. O Integralismo de Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale, embora recheado de ideias interessantes, era por fora uma galinha adornada, sempre tosco e com um ar de pura cópia dos nacionalismos europeus (esses sim autênticos). O nacionalismo de esquerda, dos "generais nacionalistas" conseguia ser pior ainda: é um nacionalismo geográfico manco (culto ao tamanho do país), um nacionalismo de fronteira (coisa de gaúchos) e é também idólatra do estado e de empresas públicas que encarnam a soberania do estado frente ao mundo (idolatria da Petrobrás e da Cia Vale do Rio Doce, por exemplo). Como levar esse tipo de coisa a sério? Como ser nacionalista em país tão prenhe de incoerências como o Brasil?

Enquanto este for um país uno só vejo no liberalismo político e econômico como uma saída honesta para a promoção da dignidade e do bem comum possível. Nacionalismo no Brasil só o regionalismo! A divisão do país é uma meta que deve estar no horizonte, que não pode ser esquecida. Só assim poderemos ter algum soberanismo que faça sentido e tenha razão prática de existir. Essa tendência desagregadora só poderá se tornar mais visível se os maiores guardiões da integridade do território brasileiro forem enfraquecidos: as Forças Armadas.

Daí o meu dilema: adoraria ser cidadão de um país com um exército poderoso, uma marinha e uma aviação que colocassem pavor nos demais países, mas o meu país e minha nação não é o Brasil e não consigo ver senão as FFAA como sendo o grande entrave para a independência de todos os estados brasileiros e realização da plena liberdade política com a preservação das culturas tradicionais da América Portuguesa. Sinto, Forças Armadas, mas vocês nunca contarão com meu apoio.


Dois homens bons dessa finada res publica: Júlio Prestes e Washington Luís

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Separatismo no Estadão em 1993

Opinião do militante e ideólogo da causa secessionista, o advogado e Constitucionalista João Nascimento Franco, que escreveu a principal "bíblia" do separatismo no Brasil: "Fundamentos do Separatismo", editora Pannartz.


  O ESTADO DE S. PAULO: PÁGINAS DA EDIÇÃO DE 09 DE Fevereiro DE 1993 - PAG. 3

Notas separatistas







 Ainda em 1991-1992-1993 na Folha

Separatismo na Folha - II

09/05/1993 Primeiro Caderno - Página 4757907



Transcrição

Se separatismo fere a Carta, Itamar também
LUÍS FRANCISCO CARVALHO Fº
Da equipe de articulistas
Ao reprimir os separatistas do Sul do país, tentando enquadrá-los na Lei de Segurança Nacional, o governo Itamar revela desvio autoritário, desconhecimento da lei e falta de inteligência política.
Os separatistas, por enquanto, são militantes folclóricos e sem notoriedade – ainda que eventualmente possam se revelar racistas, contra todos nós do Norte brasileiro. Se o governo levar adiante essa ideia do processo pode transformá-los em “mártires”.
Mas isso é apenas um detalhe. É uma vergonha que a LSN ainda seja aplicada  no Brasil. É uma vergonha que , a mando do ministro da Justiça, a Polícia Federal (que deveria se ocupar de outros tipos de delito), confunda livre manifestação do pensamento político com uma tentativa real de desmembramento do território.
Por enquanto, são apenas bonés e faixas saudando um país formado pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nada mais. Seria justo que por essa panfletagem ridícula e vesga, os militantes da “república dos Pampas” recebessem pena superior a que é prevista para quem se apoderar de aeronave “com emprego de violência”?
Pois a pena prevista na LSN para quem “tentar desmembrar parte do território nacional” é de quatro a 12 anos de prisão, a mesma para quem “praticar sabotagem contra instalações militares”, enquanto que a pena para quem se apodera de um avião repleto de passageiros é de dois a dez anos.
Se os separatistas ofendem a Constituição, o governo Itamar também, enquadrando-os na LSN. Em primeiro lugar, porque o dispositivo que pune a tentativa de desmembramento do território não é para quem manifesta a ideia, mas para quem tenta dividir o país à força.
Os separatistas têm direito de se associar, de defender a convocação de um plebiscito para decidir o desmembramento e difundir o projeto. Da mesma maneira que os monarquistas querem o fim da república e outros loucos poderiam se reunir com a finalidade de acabar com o pacto da federação. Ou faz sentido reprimir, agora, a propaganda monarquista já que ela pode ser vista como “incitação da ordem pública”?
O que se deve proibir é o ato de violência, é a organização paramilitar. Ao contrário do que pensa o ministro da Justiça, a Constituição assegura a plenitude de liberdade de manifestação do pensamento. E, com efeito, o país tem muitos problemas reais.
APREENSÃO PROVOCA PROTESTO
Da Agência Folha, em Porto Alegre
O presidente da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), Antônio Firmo Gonzales, disse ontem tem entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre (RS), que a ameaça do Ministério das Comunicações de cassar a concessão da rádio Liberdade FM é um atentado contra a liberdade de opinião e de imprensa.
Ontem o secretário de Fiscalização do Ministério das Comunicações, Hélio Matos, apreendeu fitas com a programação da rádio, acusa de promover o separatismo.
A rádio Liberdade FM, de Viamão – na região Metropolitana de porto Alegre – continuava funcionando normalmente ontem pela manhã. A rádio toca música do folclore gaúcho e transmite textos sobre a história da Revolução Farroupilha.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Separatismo na Folha em 1992





DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 1992.

SEÇÃO COTIDIANO

Separatismo no Brasil cria ‘apartheid cover’
Antropólogo acha que fenômeno é resultado da decepção do brasileiro com seu país e teme ideologia racista

NOELY RUSSO
Da Reportagem Local

Como seria um país formado pelos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul? Almoço à base de sushi, churrasco e macarronada. À sobremesa, bolo de fubá. Na moda, nada de arroubos sensuais dos cariocas: tradição e sobriedade são a regra. Já no futebol, a seleção desse país hipotético é imbatível.
A secessão fantasiosa do Brasil não passa de “decepção com o país atual, incapaz de fazer parte do Primeiro Mundo”, na opinião do antropólogo e professor da Universidade Notre Dame, em Indiana (EUA), Roberto da Matta, 55. Diferentemente do que ocorre na Europa de hoje, o Brasil não é clivado por nacionalidades distintas, justapostas por caprichos geopolíticos: “Trata-se da mesma raça, mesma língua, mesma história, mesma nação”, afirma. Segundo o antropólogo, o Brasil deve se cuidar para não cair “em uma ideologia racista, nazista”, imposta pelas dificuldades econômicas atuais.
“Falataria tempero. Faltaria carioca e bom-humor. Esse país seria uma chatice”, sentencia da Matta. E prevê: no cardápio, a monotonia de pizza 365 dias por ano.
O gastrônomo Sílvio Lancellotti discorda: “A comida desse país hipotético seria universal. Uma refeição começaria com sushi. Teria macarronada e churrasco como pratos principais e terminaria com um bolo de fubá”, diz. Segundo Lancellotti, a comida uniria a gastronomia brasileira e uma grande variedade de cozinhas européias. Lancellotti diz ser totalmente contrário à secessão.
A empresária de moda Constanza Pascolatto acha que “as luheres do sul gostam e usam cores fortes, mas não aprovam estampas muito espantadas”. Segundo ela, o novo país seria incapaz de ditar qualquer moda. “O Brasil só dita moda-praia, biquínis e maiôs. Essa moda vem do Rio. Se o Rio estivesse fora, teríamos que atravessar a fronteira para ficar em dia com essa moda”. A empresária também descarta o separatismo.
Para o técnico de futebol do Palmeiras, Nelsinho, a seleção nacional não teria problemas. “O melhor futebol do país está em São Paulo. Temos grandes valores no sul. No Palmeiras, onde trabalho, só existe um jogador que nasceu em São Paulo ou no interior.” O time de Nelsinho não ganha um campeonato há 16 anos. O técnico revela que o único jogador com lugar garantido em sua seleção seria o atacante corintiano “neto: “Ele é jogador para qualquer seleção”. Apesar do entusiasmo, Nelsinho é a favor da unidade do Brasil.


Presidente do Partido Nacional Nordestino se finge de italiano para vender macarrão
‘Giuseppe” volta às origens de vaqueiro de Caicó e sonha com o Nordeste-Nação
O nome de batismo é José Firmino Araújo. Mas se você perguntar, ele dirá que Giuseppe Gomes. Nascido em Natal (RN), ex-vaqueiro em Caicó e carregador do Mercado Central da Cantareira, hoje tem quatro cantinas em São Paulo, uma lavanderia industrial e vários imóveis. Mora numa casa em Alphaville e ainda sonha com a presidência. Não a do Brasil. Firmino, 42, quer ser presidente do Nordeste.
Para isso trabalha na criação do Partido Nacional Nordestino (PNN), no qual ele se “elegeu” presidente. A linha da legenda já está definida: “Nem muito social nem muito esquerdona. É mezzo a mezzo, centro.”
Firmino avisa que o programa também está pronto. Questionado ele detalha: “Saúde, escola.” A ideia original é uma divisão do país, proposta que inspira o logotipo do PNN:  um mapa do Brasil com a região nordeste destacada, desenhada no centro de uma bandeirinha azul.
“Acho que o Brasil é muito grande para um presidente só cuidar de tudo. A nação seria uma só, mas a Amazônia teria um presidente, o Nordeste outro governante”, esclarece.
Até o momento, o PNN é uma sigla-fantasma. Apesar de ter sede na rua Heitor Penteado, em São Paulo, não tem registro em Brasília. Cerca de 150 pessoas, segundo o “presidente”, estão trabalhando na sua formação, além de familiares em lugarejos do sertão. “Não vou ser outro Enéas. O partido vai nascer forte. O grosso será nordestino.”
Ex-malufista e candidato derrotado a deputado federal pelo Partido Republicano Paulista (PRP)  [Nota: procederá esse informação ? Acho que não, o PRP aqui é o do Adhemarzinho e já tinha o mesmo significado de hoje – Partido Republicano Progressista] , Firmino diz que agora, depois de bem sucedido no ramo da comida italiana, resolveu com o PNN “voltar às origens”. Ele estudou até a 4ª série e escondia seu verdadeiro nome desde os anos 70, quando começou a trabalhar em cantinas.
“O nordestino é massacrado nas grandes cidades. Se eu dissesse que era nordestino, para vender macarrão ficava meio chato, né? Quando eu era carregador, me diziam: sai daí cabeça-chata, pega aí pau-de-arara.” O nome Giuseppe foi uma sugestão do dono do restaurante Via Veneto, onde aprendeu a fazer massas. “O Eloy Suzigan é que dizia que eu precisava esquecer esse negócio de nordestino. Achei que seria bom. Mas sempre fiz isso para construir meu patrimônio.”
Foi o que ele fez me 1966 (quando chegou a São Paulo após “28 dias de “pau-de-arara) a 1980, ano em que abriu o Remo e Rômulo, seu primeiro restaurante, com “nome inspirado na história dos fundadores de Roma, que foram alimentados por uma loba” – revela, didático. Abriu com 13 mesas. Hoje tem 70.
Firmino contou com a colaboração da mulher na construção do patrimônio. Maria Irene, filha de um industrial português, o ajudou a abrir a casa onde o Giuseppe passa pelo menos 12 horas por dia. “O Japão deu certo por eles só dormem três horas. O brasileiro dorme demais”, diz.
O presidente do PNN, se fosse presidente da República mandaria fechar as fronteiras: “Hoje, a manga de cem gramas fica aqui e a de meio quilo vai pra fora”, justifica.


Brizola quer cadeia para os separatistas
Da Reportagem Local
“Lugar de separatista é naquele lugar”, afirma o gaúcho governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. Para ele, “só um louco, irresponsável ou vendido a interesses estrangeiros” poderia pretender “a desintegração nacional”. “Quem se apresentar com essas ideias é motivo de processo de lesa-pátria”, afirma.
Brizola diz se considerar um radical a respeito da unidade do país. “Conheço meu povo. Gaúcho é brasileiro por opção. Nas disputas entre Espanha e Portugal pela posse do território do sul, o povo gaúcho, que ali nasceu, acabou fazendo guerra para se integrar ao Brasil”. Brizola diz que a atual situação da representatividade dos Estados é “contingência da situação do país”. “Quem tem direito de formular um programa nacional, não somos nos do sul, mas nossos irmãos do nordeste”, afirmou o governador.
O governador de São Paulo, Luiz Antonio Fluey Filho também se mostra contrário à separação do Brasil. “São Paulo sempre recebeu os brasileiros de todas as origens, sem discriminação. Brasileiros que contribuem para seu progresso das mais variadas diversas formas, juntamente com imigrantes de diferentes países. Não é legítimo, nem justo, qualquer tipo de discriminação.”. (NR)


CONSTITUIÇÃO IMPEDE RACHA NA REPÚBLICA, DIZ JURISTA

Da Reportagem Local

O tributarista Ives Gandra Martins afirma que só uma revolução poderia cindir o Brasil em mais de um país, “A Constituição não permite sequer a apresentação de emendas com tal propósito”, diz.
Gandra acha que a economia do sul pode ser comparada à de países do primeiro Mundo. “Mas separar não é a solução. Deve-se brigar por uma nova regra na representatividade dos Estados do sul no Congresso Nacional. O problema no Brasil é que existe um governo de Terceiro Mundo mandando em país de Primeiro. É um absurdo que um terço do eleitorado do Brasil eleja dois terços do Congresso, afirma.
Segundo Gandra, 99,7% dos tributos arrecadados no Estado de São Paulo são repassados ao restante do país. “Não acho que a culpa seja dos nordestinos. Acho injusto que os marajás políticos do nordeste desfrutem do trabalho dos servos do sul”, afirma.
O economista Yoshiaki Nakano, 47, professor da Fundação Getúlio Vargas e ex-assessor do ex-ministro da Economia Bresser Pereira, não considera que o país dos sonhos dos sulistas possa vir a ser de Primeiro Mundo. “O PIB e a renda per capita não dão as dimensões da situação social do país. Há muita pobreza e desigualdade social em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Isso não existe em países desenvolvidos, onde a distribuição de renda é mais igual”, afirma. Nakano diz, porém, que o país seria viável. “Se o Brasil inteiro é viável e subsiste, porque parte dele, a mais rica, não sobreviveria?”
O economista afirma que o novo país perderia fontes de riqueza como minérios, madeira e produção agrícola e pecuária, fortes na região central do Brasil.
Segundo a diretora da Faculdade de Economia da Universidade federal do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius, 47, os números da economia do país idealizado podem ser equiparados aos do Primeiro Mundo. “Esse país hipotético tem condições de subsistir e de melhorar seus padrões de vida. Tem indústria e agricultura para se manter. O sul do país produz alimentos para sua subsistência e ainda exporta excedentes para outras regiões.”
Apesar disso Yeda se diz contrária à separação. “Não são os nordestinos que nos atrapalham. É o sistema de governo que não cria regras capazes de coibir a corrupção e a desigualdade social. É a ignorância e falta de vontade política de fazer o Brasil se desenvolver”, afirma. (NR)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tradicionalismo Paulista Separatista

O meu colega de faculdade, Lucas, no Twitter, alfinetando-me com seu espírito pós natalino de Ronaldo Ésper, estava comentando sobre um suposto puxa-saquismo meu em relação a Paulo Salim Maluf. Bom, eu nunca neguei que sou um tradicional malufista, acompanhei, mesmo que bem guri, as campanhas de 1996, 1998 e 2000 de perto, de dentro de comitês de campanha, e por isso mesmo tenho certo vínculo emocional com o PP até hoje, mesmo este partido estando vendido ao petismo nos últimos oito anos.

Não nego que voto no Maluf, que meus pais votam nele também, mas se vier aqui um espertalhão e me disser que eu sou malufista única e exclusivamente por causa do malufismo de meus pais eu então reservo-me o direito de responder apenas com sutis risadas com meus botões.

Agora, o título deste texto vem de uma outra mensagem também enviada pelo mesmo Lucas no Twitter, em continuidade da conversa malufista :
@ Eu sei que ele foi importante para a democracia e tal, mas você utiliza um discurso típico do tradicionalismo paulista.
Não nego. Aliás assumo com satisfação, sou um tradicionalista paulista e também separatista, mas quero dizer que isso não tem nada, absolutamente nada ideológicamente semelhante ao malufismo ou a alguma cousa que Paulo Maluf tenha, em sua longa carreira política, dito e/ou afirmado.

O discurso tradicionalista paulista separatista tem a mesma importância que o candomblé em Liechtenstein, em 1867, ou seja, o mínimo. Meu amigo separatista, Cássio Forcignano, que acaba de lançar seu primeiro livro intitulado "Separatismo Paulista", tem um discurso tradicionalista e separatista. Eu tenho um discurso separatista tradicional. Paulo Maluf não tem nem nunca teve um simples resquício de separatismo tradicionalista, o que não tira nem adiciona nada a sua história como homem público.

Pensar, como já vi pela internet vários blogueiros ditos "progressistas" (nada a ver com o partido do político tratado principalmente neste texto) deixarem bem explícito, que qualquer texto de um paulista, que não venha de membros da trupe que governa o país nestes últimos oito anos e que provalvelmente governará por pelo menos mais quatro, sob a égide de Dona Dilma é discurso facista, reacionário, neoliberal, conservador, nazista, separatista, racista etc, etc, etc... 

Ou seja, para muita gente qualquer artigo de um tucano na Folha de São Paulo é então a mais pura e sincera manifestação de um sentimento reacionário e revanchista ancestral incrustado na burguesia paulista de completo separatismo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Confederação e separação no caso paulista

A questão que envolve a secessão de uma determinada região de um país ou Estado e a formação de uma nova unidade administrativa é quase sempre motivo para enormes polêmicas. E não sem justa causa há tanta discórdia.
No Brasil, vemos casos como mais recentemente foi anunciado por parte da mídia do país, a situação enfrentada pelo Estado do Pará, um dos mais tradicionais da América portuguesa desde os tempos colonias, quando o Grão Pará e Maranhão foram junto com o Estado do Brasil uma das administrações implantadas nessas terras quando ainda fazia parte da pátria de Camões. Lamentavelmente o Pará vive uma situação extremamente dificil. Ineficácia na segurança pública - sobretudo - entre tantos outros temas, como educação e saúde tiram os ânimos de quem vê a situação paraense. Tudo isso fruto da ineficiência de uma administração central governar um Estado do tamanho do Pará. A solução então proposta: dividir o Estado.
- Dividir !?Não. Não pode.
- Por que não pode ?
- Porque não pode !
No Brasil se costuma tratar essa situação dessa forma. As coisas simplesmente não podem e muita gente não sabe explicar porque elas não podem. Quando alguém se atreve a tentar de modo mais racional explicar o motivo, não é capaz de dar eficaz resposta, já que até onde sei existem coisas que simplesmente não tem explicação inata desperta aos nossos olhos, algo que grite aos ouvidos daqueles que desejam ouvir: é por isso, isso e isso.
Quando falamos em separar uma região qual é o primeiro motivo suscitador de grande polêmica ? É quanto que quem não deseja se separar vai perder econômicamente. O Brasil, vê assim São Paulo, dentro dos papeis que deveríamos representar dentro da federação e é assim que, por exemplo, parte da sociedade e o governo boliviano analisa o caso da região de Santa Cruz de La Sierra e a Nação Camba.
Ora, cabe então àqueles que tem interesse, de não mais sofrer com as injustiças que tais situações provocam, lutar pela mudança dessa situação. Cabe a nós todos, paulistas, libertar o nosso povo dessas relações penosas com o Brasil.
Libertar significa aqui trilhar qual caminho ? Romper de modo a preservar absoluta soberania do país dos paulistas frente ao Brasil ao propôr a libertação por vias que podem fornecer mais vantagens a ambos os Estados ?
A instalação de um novo modelo de administração que vise tão somente a descentralização das ações governativas sobretudo ao âmbito dos estados e municípios, alterando algo que já se mostrou ser ineficiente e injusto para as realidades apresentadas pelo Brasil, a federação, nos moldes como até hoje conseguimos aplicar, para um modelo confederativo, cedendo maiores funções aos estados para se auto gerir, em questões que interessam somente a si e a nenhum outro ente confederado.
O que proponho já existe. O melhor exemplo é o Reino Unido.
Formado pelo País de Gales, pela Inglaterra, Escócia além da Irlanda do Norte, essas nações constituem o Reino Unido, além de outros territórios menores, como a Ilha de Man, que é associado com um status de membro confederado. Tem se devida autonomia para defender amplamente medidas legais que são justa e plenamente aplicáveis às realidades locais e não a toda União.
Separação ou confederação ? O que melhor se aplicaria ao caso São Paulo - Brasil ?
Acredito que a instituição de Confederação de Estados Livres Associados é a melhor solução. Com isso seriam eliminados entraves de carácter econômicos, legais e práticos a todos os povos que delam participariam. Basta observar como a geo política tem moldado as relações entre todos os países na atualidade. A tendência é a união - com ampla responsabilidade - entre povos e a formação de blocos econômicos. Nafta, Mercosul, União Europeia. Não quero criar fronteiras, entraves ou barreiras, desejo ver justiça em seus limites e o que vemos no Brasil é a injustiça nos limites dos poderes da administração central frente ao regional.
Artigo de Julio C S Bueno

O turismo.

Qualquer governante que pensasse em fazer sua cidade, estado ou este país chamado de Brasil prosperar economicamente deveria pensar em turis...