domingo, 25 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
A fé de Abraão
![]() |
| O filósofo dinamarquês Soren Kierkgaard. |
KIERKEGAARD, Soren. Temor e Tremor. SP.: Saraiva, 2012. pp.25.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Meia volta volver
Depois de quase um ano sem postar absolutamente nada neste blog, eu resolvi retornar. O motivo da parada foi para mim muito importante: a necessidade de buscar um foco um pouco maior no último e derradeiro ano de minha graduação em História.
Neste último ano muita coisa mudou, e tenho a certeza de que muitas outras ainda hão de mudar até o fim de 2012 e com certeza em 2013. Nem toda a mudança é positiva, mas as que espero são amplamente positiva.
Quanto ao futuro desse blog, cheguei a conclusão de que ele me é extremamente necessário. Ele é bem visitado, não sei exatamente por que cargas d'água, mas é. Nos veremos muitas vezes. Um fraterno abraço aos bons leitores desse blog.
Lidos
De Outubro de 2011 até 26 de outubro de 2012.
- Rumo a Estação Finlândia (Edmund Wilson) – Cia das Letras
- Aventura, Corrupção e Terrorismo: a sombra da impunidade (Dickson Melges Grael) – Editora Vozes
- Carta ao Papa (Leon De Grelle) – Editora Revisão
- O Campo da História (José d’Assumpção Barros) – Editora Vozes
- O Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil – 1879/1930 (Lilia Katri Moritz Schwarcz) – Cia das Letras
- Desobediência Civil (Henry David Thoreau) – e-book
- O Século XX de 1914 aos nossos dias (René Rémond) – Cultrix
- Geopolítica e Projeções de Poder (General Meira Mattos) – Biblioteca do Exército
- O Século de Luís XIV – Col. História Universal (Carl Grimberg) – Segmento
- O Queijo e os Vermes (Carlo Ginzburg) – Cia das Letras
- A Revolução de 1930: História e Historiografia (Bóris Fausto) – Brasiliense
- Hayek na UNB (Transcrição) – Editora UNB
- A Era das Revoluções (Eric Hobsbawm) – Paz e terra
- Ciência e Política: duas Vocações (Max Weber) – Martin Claret
- Bandeirantes e Pioneiros (Vianna Moog) – Cia Editora Nacional
- Saddam, o amigo do Brasil (Leonardo Attuch)
- Novo Mundo nos trópicos (Gilberto Freyre) – Topbooks
- Tristão e Isolda (lenda) – Martin Claret
- Mil Anos de Felicidade: uma História do Paraíso (Jean Delumeau) – Cia das Letras
- A Paixão de Cristo: Mel Gibson e a filosofia (Jorge J.E. Garcia, org.) – Madras
- Da República (Cícero) – Escala
- A Itália de Mussolini e a Origem do Fascismo – Ícone Editora
- Interpretação da realidade brasileira – João Camilo de Oliveira Torres
- Nações e Nacionalismo desde 1780 – Eric Hobsbawm
- A Invenção das Tradições – Eric Hobsbawm
- 1932: Imagens construindo a História – Jeziel de Paula
- São Paulo 1932: memória, mito e identidade – Marco Cabral dos Santos & André Mota
- A Lenda de uma quinta senhorial – Selma Lagerlöf
- Filosofia da Miséria – Tomos I e II - Pierre-Joseph Proudhon
Tu elevaste nossa pequenez
Nós te louvamos, Senhor,
porque nos concedeste uma graça imensa,
a qual devemos agradecer-te.
Tu te revestiste de nossa humanidade,
desceste com tua divindade,
elevaste nossa baixeza,
ergueste-nos de nossa queda,
ressuscitaste nossa inteligência,
venceste nossos inimigos
e honraste nossa pequenez.
Senhor, nosso Deus,
por causa da superabundância de tua graça,
nós te respondemos com cânticos, com glorificação
e com adoração agora e sempre.
(Meditação tirada das partes mais antigas da liturgia caldeia, Século II-III. In.: DURCASE. Jean. Palavras para rezar – orações dos grandes orantes. SP.: Paulinas, 1993.)
sábado, 13 de agosto de 2011
Estranhezas do senhor prefeito
Eu votei em 2008, no segundo turno, no atual prefeito Gilberto
Kassab. O período que ele havia gerido a cidade depois de que José Serra
saiu para concorer a presidência pareceu-me a época ser bastante
satisfatório, por suas ações, entre as mais destacadas, a chamada lei
"Cidade Limpa".
A ideia dessa lei realmente é muito boa. A Cidade de São Paulo estava com sua paisagem urbana muito suja, cheia de outdoors e afins por toda a parte. Todavia, esta lei, do jeito que foi planejada e eecutada mostrou-se ser no mínimo recheada de um certo exagero.
A Prefeitura deveria, ao meu ver, regular algumas modalidades de propaganda, como, por exemplo, aquelas que existiam nos vidros traseiros dos ônibus, bem como nos abrigos dos pontos de ônibus e no interior mesmo dos próprios coletivos, onde até hoje há alguma propaganda, mas não sei se a municipalidade ganha algum com aquilo. O valor arrecadado com essas propagandas, poderia, muito bem ser utilizado para turbinar a verba da secretaria de transportes ou a SPTrans, mas o radicalismo da lei impediu isto.
Outra coisa em que o prefeito Kassab realmente deixou a desejar foi, ainda dentro da área dos transportes, a construções de vários quilômetros de corredores de ônibus urbanos, bem como a revitalização de partes de alguns deles, como é o caso de parte do corredor existente na Avenida Santo Amaro. Pois bem, a prefeitura alega que, parte desses projetos de corredores foram alterados para projetos de monotrilho, que também não sairam do papel, diga-se de passagem.
A ideia do monotrilho me agrada. Acho que realmente em alguns casos este modal de transportes é mais eficiente, mediante as necessidades atuais da cidade (esse tema monotrilho da uma postagem sozinha), e louve-se o prefeito por trazer a tona projetos desse tipo, entretanto, os prazos estão mais do que vencidos, fazendo o cidadão paulistano padecer mais e mais.
Ponto que muito me agradou nesta gestão foi a proibição da circulação de caminhões em várias vias da cidade durante o dia, medida que realmente deu alguma ajudinha na melhora do trânsito.
Outra proibição muito polêmica foi a dos chamados ônibus fretados. O prefeito restringiu que essa modalidade de transporte fosse usada por parte da população, aliás, uma parcela da população que com certeza não é a mais pobre e miserável desta cidade, mas também não é com absoluta certeza formada por moradores exclusivos do Morumbi. O grosso dos usuários desses ônibus era a classe média baixa. Este medida não agradou nadica de nada esse pessoal que usava os fretados, e para mim, o prefeito mostra coragem, assim como também teve para restringir os caminhões pesados e para fazer a lei Cidade Limpa, mas o caso dos fretados também poderia ter outra solução.
Acredito que você já deve ter percebido pela cidade alguns ônibus acinzentados, geridos pela EMTU, que fazem trajetos de cidades da região metropolitana de SP para algumas regiões da capital. Pois bem, o que são esses ônibus se não a mesma modalidade de ônibus fretados que a prefeitura proibiu ? Custava a prefeitra ter regulado melhor essas empresas que prestavam os serviços de fretados de modo que esses não viessem a atrapalhar o trânsito ? Parece que o prefeito acha que boa parte dessas pessoa que andavam de fretados mudaram de uma hora para outra para os busões convencionais super lotados, sujos e quentes, sobretudo nos dias quentes. Evidente que grande parte dos usuários de fretados voltaram para o pleno conforto de seus carros..
Outro catatau de coisas eu poderia facilmente aqui citar sobre outras obras e medidas que esta atual gestão da cidade fez, mas penso que os exemplos aqui citados já são suficientes para provar que o prefeito Kassab faz uma administração no mínimo confusa. Ele poderia ter se consagrado como um dos melhores prefeitos dos últimos tempos nessa cidade, mas pecou por excessos.
A ideia dessa lei realmente é muito boa. A Cidade de São Paulo estava com sua paisagem urbana muito suja, cheia de outdoors e afins por toda a parte. Todavia, esta lei, do jeito que foi planejada e eecutada mostrou-se ser no mínimo recheada de um certo exagero.
A Prefeitura deveria, ao meu ver, regular algumas modalidades de propaganda, como, por exemplo, aquelas que existiam nos vidros traseiros dos ônibus, bem como nos abrigos dos pontos de ônibus e no interior mesmo dos próprios coletivos, onde até hoje há alguma propaganda, mas não sei se a municipalidade ganha algum com aquilo. O valor arrecadado com essas propagandas, poderia, muito bem ser utilizado para turbinar a verba da secretaria de transportes ou a SPTrans, mas o radicalismo da lei impediu isto.
Outra coisa em que o prefeito Kassab realmente deixou a desejar foi, ainda dentro da área dos transportes, a construções de vários quilômetros de corredores de ônibus urbanos, bem como a revitalização de partes de alguns deles, como é o caso de parte do corredor existente na Avenida Santo Amaro. Pois bem, a prefeitura alega que, parte desses projetos de corredores foram alterados para projetos de monotrilho, que também não sairam do papel, diga-se de passagem.
A ideia do monotrilho me agrada. Acho que realmente em alguns casos este modal de transportes é mais eficiente, mediante as necessidades atuais da cidade (esse tema monotrilho da uma postagem sozinha), e louve-se o prefeito por trazer a tona projetos desse tipo, entretanto, os prazos estão mais do que vencidos, fazendo o cidadão paulistano padecer mais e mais.
Ponto que muito me agradou nesta gestão foi a proibição da circulação de caminhões em várias vias da cidade durante o dia, medida que realmente deu alguma ajudinha na melhora do trânsito.
Outra proibição muito polêmica foi a dos chamados ônibus fretados. O prefeito restringiu que essa modalidade de transporte fosse usada por parte da população, aliás, uma parcela da população que com certeza não é a mais pobre e miserável desta cidade, mas também não é com absoluta certeza formada por moradores exclusivos do Morumbi. O grosso dos usuários desses ônibus era a classe média baixa. Este medida não agradou nadica de nada esse pessoal que usava os fretados, e para mim, o prefeito mostra coragem, assim como também teve para restringir os caminhões pesados e para fazer a lei Cidade Limpa, mas o caso dos fretados também poderia ter outra solução.
Acredito que você já deve ter percebido pela cidade alguns ônibus acinzentados, geridos pela EMTU, que fazem trajetos de cidades da região metropolitana de SP para algumas regiões da capital. Pois bem, o que são esses ônibus se não a mesma modalidade de ônibus fretados que a prefeitura proibiu ? Custava a prefeitra ter regulado melhor essas empresas que prestavam os serviços de fretados de modo que esses não viessem a atrapalhar o trânsito ? Parece que o prefeito acha que boa parte dessas pessoa que andavam de fretados mudaram de uma hora para outra para os busões convencionais super lotados, sujos e quentes, sobretudo nos dias quentes. Evidente que grande parte dos usuários de fretados voltaram para o pleno conforto de seus carros..
Outro catatau de coisas eu poderia facilmente aqui citar sobre outras obras e medidas que esta atual gestão da cidade fez, mas penso que os exemplos aqui citados já são suficientes para provar que o prefeito Kassab faz uma administração no mínimo confusa. Ele poderia ter se consagrado como um dos melhores prefeitos dos últimos tempos nessa cidade, mas pecou por excessos.
Livro "Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai" de Júlio José Chiavenatto
CHIAVENATTO,
Júlio José. Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai. São
Paulo/SP; Círculo do Livro, s/d.
O livro "Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai" do
jornalista paulista Júlio José Chiavenatto trata, sobretudo, dos
bastidores políticos e econômicos que envolveram este conflito (a
Guerra do Paraguai) o maior já travado em todo o continente
americano.
Publicado na década de 1970, onde no Brasil vigorava, em plena
força, o regime militar, o livro traz também uma visão que não
foi bem vista oficialmente por setores ditos "nacionalistas"
do governo da época.
O Brasil viveu, desde a proclamação da República, alguns períodos
de governos autoritários. Foi assim com os primeiros presidentes, do
período chamado "República das Espadas"; posteriormente a
uma fase de maior abertura e "democracia" até 1930,
quando outro estilo de governo autoritário (mais duro e repressivo
do que o primeiro modelo) tomou o poder, agora mais centrado na
figura do presidente, papel ocupado então por Getúlio Vargas. Após
idas e vindas e o definitivo fim da Era Vargas, um breve período de
eleições minimamente livres se seguiu até o ano de 1964, quando os
militares, frente a um quadro de completa, total instabilidade
política, institucional, risco de ascensão de um governo
socialista-populista, assumiram o poder. Eles, os militares, somente
largariam o poder em 1984, vinte anos depois.
Em comum a todos o governos democráticos ou autoritários existe a
forma de se lidar com a história oficial, ou seja, a versão oficial
dos fatos. Vemos que até nossos últimos presidentes ainda se
recusam a liberar para consulta pública vários documentos oficiais,
que estão em sigilo, tolhendo parte do direito de informação
garantido à população do Brasil.
O medo, parece-me, é de que o governo brasileiro tem receio de
trazer a público documentos que mostrem papéis que o país já
desempenhou e que hoje tenta esquecer e esconder, por não os
considerar muito "limpos". Dentre esta gama de episódios
históricos se encontra a Guerra do Paraguai.
O mérito de Chiavenatto se dá pelo fato de ter trazido uma versão
menos heroica e oficial da Guerra do Paraguai. Ele não foi o
primeiro a fazer tal serviço, várias são as publicações que
tratam do assunto, inclusive publicações de ex-combatentes, mas
estas acabaram sendo postas de lado durante muito tempo, não pela
falta de qualidade, mas pelo conteúdo não ser o mais "agradável"
e plenamente sustentado pela versão brasileira. Mostrar algumas
atrocidades cometidas pelas Forças Militares do Brasil, um país que
sempre se gabou de ser extremamente pacífico, não era coisa do
agrado, bem como, mostrar outras facetas de pessoas públicas que se
tornaram heróis oficiais, "os grandes da nação" (Dom
Pedro II, Duque de Caxias, General Osório). Outro, e talvez o
principal serviço que este livro traz seja o de tentar mostrar uma
visão que seria um pouco mais realista, onde, maniqueisticamente, o
Paraguai não é visto como o grande vilão da história, mas
exatamente o contrário.
Dividido em capítulos breves e em subcapítulos mais breves ainda –
o que facilita a leitura – traz no começo uma apresentação do
Paraguai, o que aliás é bastante reforçado pelo autor. O país até
o momento em que se travou o sangrento conflito contra a Tríplice
Aliança havia tido apenas três presidentes (Francia, Carlos Lopéz
e Francisco Solano Lopéz) e todos dirigiram o país com punhos de
aço, que caracterizaram no Paraguai um modelo ímpar de regime
político nas Américas daquele tempo.
Todos os três presidentes tiveram, de forma geral, uma linha mestra
de conduzir o país: perseguindo a mídia e a grande burguesia
nacional, os grandes proprietários de terras até que estes
praticamente se extinguissem. No Paraguai foi feita uma espécie de
reforma agrária, onde os camponeses sem terra começaram a trabalhar
nas chamadas "Estâncias da Pátria", fazendas estatais,
que produziam grande parte dos produtos agrícolas do país. Também
no Paraguai, a base de muito custo e sacrifício desenvolvia-se uma
indústria que mostrava sinais de pujança, totalmente nacional, sem
a presença maciça de capital estrangeiro, sobretudo o inglês.
No Paraguai havia então níveis de desenvolvimento humano muito
superiores aos de todos os países sul-americanos, que, à época, se
mantinham economicamente a base de exportações de matérias primas
para a Europa e de comprar quase todos os produtos
industrializados no exterior. Com mão de obra em grande parte
sustentada pelos braços escravos dos negros, ainda se trazia para a
América diversos serviços prestados pelas companhias europeias, como
iluminação e calefação, gás e transportes. No Paraguai o cenário
era muito diferente deste.
Francía, primeiro presidente paraguaio vislumbrava que seu país
somente iria para frente caso tivesse uma política econômica
voltada para o povo, contra os grandes fazendeiros e comerciantes,
que constituíam uma elite predatória, não comprometida com o
futuro e o desenvolvimento da nação guarani. Este ideal foi seguido
pelos outros dois presidentes que se sucederam a Francía, o pai,
Carlos Lopéz e o filho, Francisco Solano Lopéz.
O Paraguai, através de seus governantes, quando se sentia prejudicado
em alguma negociação ou serviço adquirido de outra nação não
pestanejava e lutava por seus direitos e pela legalidade nas
negociações e contratos. Nessa lógica, a industrialização
paraguaia começou a deixar temerosa a maior potência econômica e
militar da época, a Inglaterra.
Chiavenatto mostra-nos que a Inglaterra tinha receio de que o exemplo
de independência plena do Paraguai acabasse sendo seguido por outros
países da região e com isso a "Terra da Rainha" perdesse
mercados consumidores de seus serviços e produtos, além de,
automaticamente, ganhar novos concorrentes. De fato o Paraguai não
era o melhor exemplo de subserviência a interesses que não fossem
aqueles imediatamente mais altos à nação.
Segundo o autor, a Inglaterra seria a grande incentivadora da guerra,
sendo seus representantes países que lhe eram aliados e a ela
ligados pelos vultuosos empréstimos que contraiam há tempos. Nesta
lógica, Argentina, Brasil e de contrapeso o Uruguai seriam meras
buchas de canhão do "imperialismo" inglês.
Alguns historiadores criticam este livro por ele, de certa forma,
excluir dos motivos básicos para a Guerra os problemas que diziam
respeito unicamente aos países diretamente beligerantes. De fato,
isso é muito notório no livro, Júlio José Chiavenatto passa boa
parte do livro tentando provar por A+B que a Inglaterra foi a grande
responsável por tudo.
Ponto positivo a destacar é a relativização que o autor faz. O
Paraguai, país governado por presidentes que, embora ditadores,
fizeram o país alcançar altíssimos níveis sociais, ao contrário
de todos os seus vizinhos. Parece-me, Chiavenatto não diz isso
textualmente, que ele mesmo tem essa sensação, aliás da qual
também partilho, de que não restam dúvidas de que o governo forte
do Paraguai foi muito melhor para aquele país do qualquer outro que
tenha vindo depois .
A desmistificação de Solano Lopéz, presidente paraguaio durante o
período da guerra, que era apresentado à época no Brasil como um
tirano assassino, conquistar implacável, o "Átila das
Américas", mostrando que ele era um homem com virtudes e com
defeitos, assim como todos nós, e não somente um monstro
feito apenas de maldades, que não tinha em seus planos para o
Paraguai nenhuma política expansionista, e que tão somente buscava
o bem do Paraguai e o equilíbrio na Bacia do Prata, necessária ao
desenvolvimento guarani.
Como disse também anteriormente, importante também é a
desmistificação do papel de eterno "mocinho" da história
que o Brasil acaba reivindicando e mesmo levando. Este país matou
muita gente covardemente, e nisto se inclua velhos, mulheres e
sobretudo crianças. Quase a totalidade (mais de 90% dos) dos homens
paraguaios foram mortos neste conflito. Que nos diga Acosta Ñu!
O livro tem um estilo bastante corrido, ilustrativo, jornalístico
simplesmente, mas é muitíssimo bem amparado em documentos e fontes
de época. Muitos dos fatos em "Genocídio Americano: a Guerra
do Paraguai" tem provas documentais. O tamanho do livro (224
páginas) também ajuda a leitura, que poderia, sem nenhum problema,
ser realizada por alunos do ensino médio.
Sem dúvida trata-se de um livro polêmico, que contraria muitos
interesses, mas cuja leitura é importante para que o reflexivo
contraponto, extremamente necessários a todos os cidadãos e mais
ainda a historiadores, seja realizado.
***
Júlio César Dos Santos Bueno. Aluno de história do 4º Semestre - Centro Universitário Sant' Anna. Agosto/2011. São Paulo/SP
403
Du hast mich als Dein Kind durch Deine Macht adoptiert.
Für das Erbe im Himmel bin ich prädestiniert.
Wie kann ich Dir nun danken? Sehr hoch ist dieser Wert.
Denn Du hast mich mit Glauben und viel Hoffnung beschert.
Für das Erbe im Himmel bin ich prädestiniert.
Wie kann ich Dir nun danken? Sehr hoch ist dieser Wert.
Denn Du hast mich mit Glauben und viel Hoffnung beschert.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Palavras vazias
Volta eu cá em meu blog escrevendo coisas para os outros descordarem de mim. Allos stesso!
Não há nenhuma novidade no que aqui irei relatar, bem pode ser que você mesmo já tenha chegado à observações e conclusões semelhantes as minhas, todavia, há que se registrar.
Notei eu outro dia vendo a TV o quanto as pessoas repetem bobagens automaticamente.
Certo humorista em entrevista que concedia ao vivo a um certo canal UHF, foi perguntado pelo entrevistador (outro humorista) se ele era contra ou a favor da legalização da maconha, ao qual respondeu ser totalmente a favor. "Opinião respeitável" poderia eu dizer, mas respeitável é uma das palavras que hoje em dia se tornaram quase que invariavelmente iníquas, portanto, digo que respeitável é uma ova!
Não posso afirmar que o tal humorista falou isso porque é um adepto ao uso desta droga. Só que pelo ar que deu deixou uma forte dúvida, enfim, se o cidadão quer se drogar que se drogue, morra, pague por isso dentro do que está previsto em lei, só que não seja cretino de querer fazer propaganda de seu vício. Seu comportamento sujo não é norma de conduta aceitável. Sujo não por se drogar, mas por defender por tabela que os outros também se droguem.
"Eu acho que a gente tem estabelecer um diálogo mais amplo, parar de fazer terrorismo, do tipo: maconha é a porta de entrada para outras drogas, isso é bobagem!" Ah é cara pálida ? Não devemos nós desejar o mal a nossos semelhantes, mas um caboclo desse não teve em sua família ou entre os seu círculo de amizade nenhum drogado. O maconheiro ideal dessa gente é aquele sujeito anarquista da faculdade, que toca Legião Urbana no violão em final de semestre, bebe e come quem lhe der brecha. O maconheiro que eles não querem ver é aquele que vende os pertences de sua família, suas roupas e o que mais lhe cair nas mãos para sustentar o vício. Isso é ridículo. O que também é ridículo é o "diálogo".
Ora pois, onde é que esse diálogo maior e decisivo se dá ? É no Congresso Nacional ? Bem, quem formula ou revê leis do porte dessas que propõem a descriminalização da maconha é o Congresso e, mesmo hoje, onde o impera a anarquia moral, ainda acredito que uma lei como essa não passaria em nossas casas legislativas (fiquem de olho no supremo... fiquem de olho). O debate entre a sociedade, de forma geral, não pode ser estabelecido de forma justa! Os defensores da maconha vem com um discurso pronto, acertado, produzido por "intelectuais acadêmicos", amparam-se em pesquisas "sérias" e simplesmente não debatem amparados na realidade existente, mas naquela que eles imaginam e que pretendem criar.
A mídia dá amplo espaço para defensores das drogas. FHC, relativamente um dos melhores presidentes do Brasil moderno é o principal defensor dessas ideias! Mas de forma alguma estamos fazendo apologia ao crime, besteira, isso é só um debate.
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