Tivesse São Paulo prefeitos que amassem essa cidade, como o doutor Paulo Maluf amou, por exemplo, talvez o último a se encaixar nesse ditame, teríamos muitos mais livros publicados contando a história dos nossos bairros e de nossos personagens. A coleção de livros sobre a história de São Paulo, publicada pelo Arquivo Histórico Municipal, deveria ser quatro vezes maior, inclusive para poder abarcar a história dos bairros mais recentemente povoados, muitos dos quais nas periferias e cuja a população só se tornou relevante no quarto final do século XX.
Sobre o verde em São Paulo (não estou falando do Palmeiras), a cegueira das paixões ideológicas turvaram o nosso entendimento sobre o tema da ecologia. É impossível qualquer sujeito sensato que more em São Paulo não defender a ecologia. Essa cidade precisa urgente de mais parques, precisa preservar todos os seus mananciais, expulsar os invasores, pobres ou não, que tomaram de assalto as margens de nossas represas, tirar também as dezenas de favelas em beiras de córregos, limpando-os, trazendo saneamento básico e cuidando para que nossos córregos e riachos não sejam apenas escoadouros de esgoto sob concreto. Riacho e córrego tem que correr em seu leito natural, não em concreto. Sabemos o desastre natural que é ter o terceiro rio da cidade em importância (depois do Tietê e do Grande ou Pinheiros), o Tamanduateí sendo totalmente canalizado e concretado. Ali não há vida. Só detritos, só sujeira. Preservar os bairros ainda pouco adensados e pouco verticalizados é super necessário. Precisamos de políticos que tratem desse tema, independente se de esquerda ou de direita. Eu quero políticos que sejam nacionalistas paulistanos, bairristas radicais.
Veja que beleza esse pequeno documentário sobre um bairro que eu, sendo um paulistano muito cioso da sua cidade, não conhecia até então. São Paulo é tão grande que é impossível conhecer bem a cidade toda. Morro do Querosene, no Butantã, cheio de história.