domingo, 28 de junho de 2026

Confusão de línguas

Não posso precisar a data exata e estou com preguiça de pesquisar no Google, mas, me recordo do baque que parecia ter sido o cisma dos três (depois de um tempo, só dois) anciões da cidade de Jandira. Me recordo de ler na época em blogs e fóruns voltados aos assuntos da Congregação, pessoas com muita expectativa sobre esse novo movimento, como se fosse um "movimento de reforma congregacionalista". O tempo é senhor da razão, já diz o velho ditado. Anos passados, o vírus da desagregação atacou no cerne dos desagregadores. Nunca deixaram de ser uma denominação de igrejinhas, sem aqui qualquer menosprezo por igrejinhas, desde que sejam autênticas reuniões de crentes devotos. Onde há algum gás ainda se deve, tão somente, ao financiamento do ancião fundador, um rico empresário da região oeste da Grande São Paulo. Uma denominação sem teologia, sem um credo doutrinário bem fundamentado, sem liturgia, sem qualquer coisa daquelas que os empolgados dos anos 2010 na internet e, em oculto, nas igrejas, esperavam que a nova cisão viesse trazer. Nada ali subsistiu. 

Se tivesse que seguir algum modelo distinto, mas que estivesse amparado pela tradição do pentecostalismo italiano, poderiam ter se amparado nos zaccardianos, na Assemblea di Dio, na Congregazione Cristiana Evangelica, de Messina, ou ainda na Assembleia Cristã, da Argentina. Mas, não seguiram nada senão suas cabeças cheias de ambição por fama e poder. O dinheiro não compra organização, nem classe, nem ordem, nem história. E Deus mais uma vez fez confusão entre os homens. 

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