sábado, 7 de fevereiro de 2026

Curtas

Getúlio permaneceu no poder por 19 anos (1930-1945 e 1950-1954). O Lula pode encaminhar, na sequência, mais um mandato e fechar sua carreira com 16 anos de presidência. É claro que o Barba vai se comparar com o Caudilho. Na verdade, ele o imita. Mas, a bem da verdade, a Dilma do Getúlio, que foi Juscelino, foi muito mais competente. 

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"A coesão nacional é um fator inseparável da liderança, as maiorias e minorias nacionais se perderão nos desvãos sectários da polêmica estéril e a nação se desencontrará de seu destino. Sem liderança não haverá objetivo, não haverá convergência, não poderá haver força, potência." 

(General Carlos de Meira Mattos) (1975: 102) 

Hoje, General, felizmente, continuamos sem liderança, o que muito me alegra, pois, possibilita que os ânimos separatistas possam continuar em efervescência. No breve e não distante período em que tivemos um presidente militar, um "mito" nasceu e arrebatou o coração de um milhão de pessoas. É mister que não surjam novos mitos para o Brasil, antes que nasçam 27 mitos para as Pátrias Estaduais.

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'General J. B. Gordon at Gettysburg' by Don Troiani

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A Moóca tem um soft power imenso. Não me ocorre outro bairro paulistano que pareça emanar tanta poesia, talvez o Brás, que no fundo é a mesma coisa que a Moóca. Os Alcântaras Machado de hoje precisam cantar novos velhos bairros. Um Jabaquara, um Brooklin, um Planalto Paulista.

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De mais a mais, São Paulo é um mundo especial, zeloso e de boas obras para cronistas. Ou ainda é, enquanto os condomínios sem alma não forem reis totais da paisagem. A tristeza que é ver bairros, como a Vila Mariana, para citar só um exemplo, que se verticaliza não em terrenos vazios ou que outrora tenham sido ocupados por fábricas, mas, no lugar de várias casas e sobradinhos. Não é nostalgia. É estilo de cidade que está sendo feito. São Paulo adora o soterramento. Já foi demolida e reconstruída muitas vezes e assim permanece esse movimento. Mas, nada como o condomínio alterou tanto a realidade como hoje.

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Afora o tempo de criança, quando era passeio da escola pública ir ao cinema, fui poucas vezes ver algum filme. O último que vi foi o Coringa, no cine do Shopping Boa Vista. O Google me informa que isso foi em 2019. Dois anos antes, no cine do então recém inaugurado Shopping Morumbi Town, vi O destino de uma nação -- filme que achei ótimo. Voltando mais no tempo, fui em 2010, com a rapaziada da faculdade ver algum blockbuster no Shopping D. Ou seja, fui só três vezes no cinema nos últimos 16 anos. Li ontem que o Playarte do Ibirapuera será fechado. Eu mesmo nem lembrava que ali tinha cinema. As pessoas não querem mais ir ao cinema, com a facilidade das tvs enormes de LCD em casa, com o streaming e com o custo. O estacionamento é no mínimo vinte cruzeiros. Um refrigerante de máquina e uma pipoca murcha com corante cinquentinha. Fora o ingresso. É um passeio custoso. Exceto se você usar o espaço para namorar, não vejo sentido em ir ao cinema. E, na mesma linha do Apóstolo São Paulo, vou seguindo aqui sem ter razões de ir ao cinema. 

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Vi, ou li, o Olavo certa vez falar que ele misturava Aristóteles com Alborghetti. Apesar de ter sido influenciado por ele na formação intelectual (muito menos do que qualquer olavete por aí, eis o porque eu não me considero um olavete, ainda mais por ter sido um dos que ele espinafrou no Facebook alguma vez), creio que eu esteja enquadrado no mesmo estilo. É comum que eu cite um exemplo rebuscado e erudito na mesma frase em que cito um dito popular ou uma escrotidão do Programa do Ratinho. O popular de verdade é algo que não se pode de nós separar. É a alma dos velhos, é um passadismo, é um repositório de bom senso e choque perante a casta dos engomadinhos morais e estéticos. E aquele que se nega o direito de ser popular encolhe também o seu repertório, reduz a sua comunicação. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas!










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Getúlio permaneceu no poder por 19 anos (1930-1945 e 1950-1954). O Lula pode encaminhar, na sequência, mais um mandato e fechar sua carreira...