Eu tenho uma tese sobre isso do Rei Carlos, da Inglaterra, ser ora apresentado como um iniciado sufista, ora como um cripto judeu nato e oficialmente como chefe supremo da Igreja Anglicana, portanto, um cristão protestante e herdeiro do anglo-catolicismo. Tudo isso só é possível, de fato, dentro de uma estrutura esotérica sufista, se com relacionamento direto com o movimento guenoniano não sabemos. A Inglaterra, o maior império da história, em extensão, possibilitou que o esoterismo ocidental pudesse perscrutar o esoterismo oriental, nativo americano e africano. Nenhum outro império pode ter tanto acesso à todas as matrizes esotéricas quantos os ingleses. Eu lamento muito por isso. O engano tomou conta. Meu interesse nisso é enquanto fenômeno social, fato histórico. Religiosamente a importância de tudo isso é nula. Toda teologia cristã já esculhambou isso. Lamento mais ainda pela bela Igreja Anglicana, hoje pervertida por sodomitas, feministas e liberais. Ainda há justos lá. Não serão totalmente aniquilados. Há uma chance de restauração.
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Talvez isso tenha acontecido em 2010. Mais tardar 2011.
Eu lia um livreto daqueles de máquinas do metrô, em papel jornal, da editora Escala. Era um livro de aforismos e sentenças de Frederico Nietzsche. Me lembro bem da cena. Estava sentado no fundo do ônibus, ou da linha 576-C/10 ou da 5010-10, que saem de Santo Amaro e vão até o Jabaquara. Eu tinha esse hábito de sair mais cedo de casa e pegar vários ônibus para ir até Santana, por duas razões, para economizar com a integração com o metrô e para poder andar pela cidade e a observá-la. Para mim é sempre uma alegria olhar a cidade. Nesse dia, uma moça se sentou perto de mim e puxou conversa sobre o sifilítico filósofo. Eu estava no alvo daquela aranha que pretendia me arrastar para sua teia. Hoje, em período de Tinder, não sei se isso continua existindo, isso, digo, o flerte em locais públicos. Não ando mais de ônibus há muitos anos. Nas filas do supermercado ou nos atendimentos que faço na repartição nunca presenciei isso. Nem na igreja eu vejo algo semelhante. Não faço ideia de como as pessoas se relacionem mais. Talvez eu devesse ter me aproximado da teia daquela aranha.
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A falta de informação e a desinformação explicam a razão da direita política atual e dos evangélicos atuais serem abertamente e ostensivamente a favor do Estado de Israel. A falta de informação sobre como os judeus historicamente veem os cristãos, como o Talmud, o livro sagrado do judaísmo rabínico se refere à Jesus Cristo e à Maria Virgem, sobre como os judeus acham que são uma raça superior a todos os demais povos do mundo -- por direito divino e que quando o seu falso messias vier eles irão dominar todos os demais povos e nos fazer de escravos seus. Desinformação, ou melhor, mentira, ao perverter o dispensacionalismo, vertente cristã da escatologia, que vê a história da Igreja em eras de dispensação do poder divino, onde haverá o milênio literal. Na perversão difundida pela maçonaria judaica (via Bíblia de estudos Scofield), os judeus passam a ter um papel especial nesse processo. O cristianismo nunca aceitou essa tese herética, nem no catolicismo, nem no protestantismo histórico. Igrejas são fechadas em Israel. Israel que apoiou o ISIS, que colocou terroristas no poder na Síria e que hoje fecham igrejas cristãs na Síria. Roma versus Judea nunca terminou. Só há um lado correto nessa guerra, o de Roma. Judeus não protegem cristãos, ao contrário, nos atacam. Que se lasquem o quando for preciso na guerra em que criaram.
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A direita brasileira atual é uma só coisa: um híbrido entre o centrão fisiológico e neoconservadorismo americano. É péssima. Mas, não critique, não fale nada, senão o Lula se reelege. Uma direita brasileira que fica se estapeando num evento do Partido Republicano, o CPAC, só demonstra que estamos falando de vendilhões, não de patriotas. Nada me surpreende. Separatismo contra essa gente. O separatismo é sempre um cordão sanitário.
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Minha mente, diariamente, me leva em lugares da cidade de São Paulo. Estou pensando em alguma coisa qualquer e vejo um frame da Avenida Vereador José Diniz. Estou dirigindo e vejo na mente a Avenida Pompéia. Noutra hora estou transplantado para a Avenida Sapopemba ou a Rua da Mooca. Isso me lembra que ontem, andando pela região da Saúde e do Planalto Paulista eu fiquei espantado como a cada dia que ando em São Paulo eu conheço uma rua nova, um pedaço novo da metrópole e dela não me enjoo. São Paulo é única e irrepetível. É a maior cidade do mundo. É o mundo.
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O nacionalismo brasileiro parece estar em processo de uma nova onda, impulsionado pela saída de cena do nacional desenvolvimentismo do Ciro Gomes, com o fracasso total do PDT, que se converte em simples legenda alternativa ao PT, portanto, refém do esquema de juros altos e máfia dos bancos, do qual o PT é o grande representante e pela paralela ascensão do ex-comunista Aldo Rebelo, que não se pode negar o espírito de Policarpo Quaresma de longa data, raposa velha da esquerda parlamentar que se cansou dos conchavos parlamentares e deverá sair candidato à presidente. A velhice dá esses ataques de coragem. Aldo já foi ministro várias vezes, deputado federal, presidente da câmara, eminência parda. Agora quer tentar arriscar disputar a presidência, talvez mais para denunciar o esquema político que aí está do que qualquer outra coisa. Acho que ele está certo. Apesar de ser um opositor total ao nacionalismo brasileiro, acho que para o primeiro turno uma figura como Aldo Rebelo é digna de receber um voto. Não por outra razão senão pela ausência de coisa melhor na disputa. Já votei no Eymael e no Levy Fidelix. Agora o micro candidato é ele. No segundo turno é só o anti-PT mesmo.
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Meta profissional: passar a semana enrolando para escrever uma coluna para um jornal de domingo. Ser fartamente remunerado por isso. A Mega Sena é um sonho mais factível.